Como 10 campeões ameaçam brasileiros na Liberta mais "pesada" da história

Do UOL, em São Paulo

  • AFP PHOTO / ALEJANDRO PAGNI

    Tevez é o principal reforço do Boca para a Libertadores

    Tevez é o principal reforço do Boca para a Libertadores

A edição de 2018 da Libertadores começa nesta segunda-feira (22) - veja aqui os duelos da primeira fase - com a presença recorde de 17 dos 25 campeões da história da competição, quatro a mais do que em 2017. Apenas Inter e São Paulo, entre as equipes com duas ou mais conquistas, não estarão presentes em um campeonato que terá na disputa os donos de 47 dos 58 títulos já distribuídos. Dados que demonstram que, pelo menos em "peso" das equipes participantes, o torneio já começa como um dos mais fortes já disputados.

Mais do que a tradição, os campeões históricos da Libertadores, em geral, também investiram pesado para a formação de times competitivos. Se entre os brasileiros o Palmeiras se destacou nas contratações, os argentinos não ficaram atrás e investiram pesado para a temporada, com River Plate e Racing batendo recordes próprios nas contratações de Lucas Pratto e Centurión. O Boca, por sua vez, aposta na volta de Tevez para ganhar o campeonato que não conquista desde 2007.

Entre os 17 campeões, apenas o Olimpia estreia na primeira fase nesta segunda-feira. Vasco e Nacional estão pré-classificados para a segunda fase, enquanto os outros 14 já garantidos nos grupos terão até o final de fevereiro (dia 27, quando começa a fase de grupos) para se reforçarem ainda mais para a Libertadores.

Ao todo, serão 10 campeões não brasileiros na disputa. Entre as equipes locais, apenas a Chapecoense não é campeã. O atual campeão Grêmio (títulos de 1983, 1995 e 2017), Santos (1962, 1963 e 2011), Cruzeiro (1976 e 1997), Flamengo (1981), Vasco (1998), Palmeiras (1999) e Corinthians (2012) completam os representantes do país no torneio.

Veja abaixo como chegam na Libertadores os 10 campeões que são ameaças aos times do Brasil:

Independiente
Campeão em 1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984
Principal contratação: Gaibor
Técnico: Ariel Holan

Campeão da Copa Sul-Americana em cima do Flamengo com um time elogiado por seu entrosamento, o Independiente manteve a base e o técnico Ariel Holan – que chegou a anunciar a saída, mas voltou atrás. Porém, um deus seus principais destaques, Ezequiel Barco, deixou o clube para jogar nos Estados Unidos. O meio-campista Gaibor, do Emelec, chega com investimento de US$ 4,2 milhões para suprir a ausência e o clube ainda tenta as contratações de Bryan Cabezas e Fernando Belluschi. Mas o maior temor é perder mais jogadores, o que prejudicaria o objetivo de voltar a brigar pelo título da Libertadores, que não conquista desde 1984. Ainda assim é o maior campeão da história do torneio e chamado de "Rei de Copas". Pega o Corinthians na fase de grupos.

Boca Juniors

Campeão em 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007

Principal contratação: Tevez
Técnico: Guillermo Barros Schelotto

Inicia a Libertadores com status de supertime, mas ainda sob desconfiança das últimas participações sem brilho na competição que não vence desde 2007. Tevez retorna como maior astro, mas não faltaram investimentos para reforçar um time que é o atual campeão argentino e lidera a edição em andamento. O lateral direito Buffarini (ex-São Paulo), o atacante Ramón Abila (ex-Cruzeiro)  e o lateral esquerdo Emmanuel Mas chegam com status de titulares. e o clube alimenta ainda o sonho de ter o meia Nicolás Gaitán. Resta saber se o técnico Guillermo Barros Schelotto conseguirá dar liga a um time estrelado, mas que pode causar problemas como o da pré-temporada, quando Edwin Cardona e Wilmar Barrios foram afastados depois de uma acusação de violência sexual. Será rival do Palmeiras na fase de grupos.

River Plate

Campeão em 1986, 1996 e 2015
Principal contratação: Lucas Pratto 
Técnico: Marcelo Gallardo

A contratação do atacante Lucas Pratto por um total de 11,5 milhões de euros junto ao São Paulo dá uma indicação das altas pretensões do River Plate nesta Copa Libertadores. Campeão em 2015 e semifinalista em 2017, o clube é apenas o 17º do atual Campeonato Argentino, mas com as chegadas de Pratto e do goleiro Franco Armani, ex-Atlético Nacional, a perspectiva é de um time forte que novamente brigará pelo título. Livres da suspensão por doping, Camilo Mayada e Lucas Martinez Cuarta também estão de volta e se juntam a jogadores já testados em alto nível nos últimos anos, como Scocco. É rival do Flamengo na fase de grupos.

Estudiantes

Campeão em 1968, 1969, 1970 e 2009
Principal contratação: Jacob Murillo
Técnico: Lucas Bernardi              

Depois de uma edição em que a presença em campo do presidente-jogador Juan Sebastian Verón ganhou mais destaque do que a campanha encerrada ainda na fase de grupos, o Estudiantes inicia a Libertadores-2018 sem tantos holofotes, mas também longe da força de outrora. Apenas 13º no atual Campeonato Argentino, o time ficou longe dos investimentos de seus rivais e ainda passa por uma transição técnica com a chegada de Lucas Bernardi. O ex-vascaíno Andrés "Manga" Escobar, ex- o equatoriano Jacob Murillo e o meio-campista Gastón Giménez estão longe de representar reforços do sonho para um time já envelhecido, com velhos conhecidos como Gastón Fernandez, Desábato e Mariano Andújar. Tem o Santos entre os adversários da fase de grupos.

Racing

Campeão em 1967

Principal contratação: Centurión
Técnico: Eduardo Coudet

Campeão em 1967, o Racing tenta voltar a figurar entre os protagonistas da América sem deixar de colocar a mão no bolso. O clube bateu seu recorde de valor em transferência ao pagar 4 milhões de euros (R$ 15,76 milhões) no retorno de Centurión, ex-São Paulo. E as contratações não pararam por aí. O meia Neri Cardozo e os defensores Leonardo Sigali, Nery Domínguez e Alejandro Donatti (ex-Flamengo) completam o pacotão que tenta melhorar um time que ganhou treinador novo (Eduardo Coudet, ex-Rosario Central) e faz uma campanha ruim no Argentino (14º colocado). Está no grupo do Cruzeiro.

Colo-Colo

Campeão em 1991
Principal contratação – Ainda tenta um grande reforço
Técnico: Pablo Guede

Campeão do Torneio Transición em 2017, o Colo-Colo tem mais a comemorar a manutenção de seus principais jogadores do que as investidas no mercado. Até o momento fracassou com Matías Fernández, Lucas Barrios e Carlos Carmona. Macnelly Torres é o novo alvo, mas nada indica que terá sucesso na nova empreitada. A busca por reforços indica que o time ainda precisa de ajustes para se colocar forte na disputa da Libertadores. Ex-Palmeiras, Jorge Valdivia é hoje o nome de maior renome de um time que ainda tem o ex-flamenguista Gonzalo Fierro em seu elenco.

Atlético Nacional

Campeão em 1989 e 2016
Técnico: Jorge Almirón
Principal contratação: Vladimir Hernández

O time campeão de 2016 viveu uma verdadeira debandada nos últimos dois anos e começará a Libertadores-2018 com um time completamente diferente do que encantou a América. O técnico Rueda, Marlos Moreno, Berrio, Guerra, Armani... Todos já saíram, e a remontagem no momento é comandada por Jorge Almirón e Vladimir Hernández, comprado junto ao Santos por cerca de R$ 5 milhões, foi anunciado como principal reforço. Os defensores Diego Braghieri e Helibelton Palacios e o goleiro Fernando Monetti também chegaram para reforçar um time que, mesmo longe de seu auge, conquistou Torneio Apertura de 2017 na Colômbia e promete dar trabalho.

Olimpia

Campeão em 1979, 1990 e 2002
Principal contratação: Óscar Chiquito Giménez
Técnico: Daniel Garnero

O tricampeão Olimpia inicia a Libertadores sem criar grande temor nos rivais. A vaga veio sem títulos e no sufoco, como segundo time com maior pontuação no Paraguai, e as poucas contratações indicam um time que ainda está em desenvolvimento. O técnico Daniel Garnero assumiu o comando e ganhou como reforços, até o momento, apenas o atacante Óscar Chiquito Giménez, ex-General Dias, e o goleiro Alfredo Aguilar, ex-Guaraní, chegaram ao elenco que ainda tem como principal expoente o atacante Roque Santa Cruz. Terá que disputar a fase preliminar da Libertadores e entrará no grupo do Palmeiras se tiver sucesso.

Peñarol

Campeão em 1960, 1961, 1966, 1982 e 1987
Principal contratação: Fidel Martínez
Técnico: Leonardo Ramos

Com jogadores experientes que fizeram parte da seleção uruguaia por muitos anos (Gargano, Cristian Rodríguez e Fabián Estoyanoff, entre outros), o Peñarol disputa a Libertadores de 2018 com um time de impor respeito, mas envelhecido. Campeão uruguaio em 2017, o pentacampeão tem em dois argentinos trintões (o meio-campista Maxi Rodríguez e o atacante Lucas Viatri) o complemento de luxo a um time rodado que ainda se reforçou com seis jogadores, sendo o atacante equatoriano Fidel Martínez, que estava no Atlas, a principal aquisição.

Nacional-URU

Campeão em 1971, 1980 e 1988
Principal contratação: Luis Aguiar
Técnico: Alexander Medina

Equipe que precisará passar pelas fases classificatórias para os grupos, o Nacional vive uma obsessão para contratar um camisa 9. Sem muito dinheiro em caixa, Pablo Granoche foi a última opção a dar errado em um mercado em que o clube, até o momento, pouco teve sucesso. O meia Luis Aguiar, que estava no Alianza Lima, chega como única novidade até o momento do time que se classificou para a Libertadores com a maior pontuação da temporada de 2017 no Uruguai. Enfrentará a Chapecoense na segunda fase e pode entrar no grupo do Santos. 

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