Sem clube, Aguirre mira Europa e relembra Neymar 'bárbaro' em 2011

Do UOL, em São Paulo

  • Jeremias Wernek/UOL

    Ex-Inter e Atlético-MG, técnico está sem clube desde que deixou o San Lorenzo

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Diego Aguirre está sem clube desde que deixou o cargo de técnico do San Lorenzo em setembro de 2017. No entanto, o retorno a um clube sul-americano não está entre suas principais metas no momento.

Em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo jornal espanhol As, o uruguaio deixou claro que sua intenção é trabalhar no futebol europeu. O objetivo só mudaria caso recebesse o convite para comandar uma seleção.

"Estamos estudando qual pode ser a opção mais interessante para o futuro. Trabalhei no Brasil e fui campeão, assim como no Uruguai. Na Argentina, tivemos uma boa companha na Libertadores e na Copa Sul-Americana. Tivemos propostas do México, da Argentina... Mas o futebol europeu é o que mais me atrai", afirmou. O treinador, que está na Espanha de passagem, conquistou duas vezes o Campeonato Uruguai pelo Peñarol (2003 e 2010) e foi campeão gaúcho com o Internacional (2015), além de ter comandado o Atlético-MG (2016).

"Neste momento, quero treinar na Europa. É o meu objetivo pessoal e profissional. Mas se alguma seleção te chama, você não pode dizer não", acrescentou.

Em sua única oportunidade como técnico de uma seleção, Aguirre comandou o Uruguai sub-20 entre 2009 e 2010. Na ocasião, foi convidado por Óscar Tabárez, técnico da seleção principal masculina do Uruguia desde 2006, e que havia sido seu treinador no Peñarol em 1987.

"Fui chamado pelo 'Maestro' em 2008 para assumir o cargo na sub-20", conta Aguirre. "Temos uma relação muito importante, praticamente desde 1987. Tabáres legou o Uruguai ao posto que merece, à elite do futebol internacional", completou – sem descartar, porém, a oportunidade de suceder o próprio Tabáres à frente do Uruguai.

"Me cuido muito quando me perguntam isso. Tenho um grande respeito pelo Maestro. O tempo vai se encarregar das coisas. Se surgir a possibilidade, eu ficaria encantado. É difícil dizer não à seleção", emendou.

Neymar e a final da Libertadores

Danilo Verpa/Folhapress

Diego Aguirre era ainda o técnico do Peñarol na final da Copa Libertadores de 2011, quando o time uruguaio perdeu o título para o Santos. Na ocasião, após um empate por 0 a 0 em Montevidéu, os paulistas venceram no Pacaembu por 2 a 1, graças aos gols de Neymar e Danilo.

Daquela decisão, Aguirre se lembra da atuação de Neymar. O hoje astro do Paris Saint-Germain abriu o placar no início do segundo tempo, aproveitando a jogada entre Arouca e Paulo Henrique Ganso. Para o treinador, Neymar já se mostrava "um jogador bárbaro" na ocasião.

"Provavelmente ele é o melhor jogador que eu já enfrentei. Com 19 anos, era um jogador absolutamente diferenciado. Fez um golaço e não pudemos evitar. Tratamos de defender da melhor maneira possível, prestando muita atenção. Mas, no fim, ele conseguiu fazer o gol e vencer aquela final", relembrou, citando também a briga entre os dois times na final.

"Nós, uruguaios, não sabemos perder (risos). Houve provocações por parte de alguns brasileiros quando soou o apito final", relatou.

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