Jardine cultiva essência do SP com 11 finais e "melhor sub-20 do país"

Bruno Grossi e Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

  • Igor Amorim/saopaulofc.net

    Em menos de três anos no Tricolor, treinador soma sete títulos pela base

    Em menos de três anos no Tricolor, treinador soma sete títulos pela base

"Ganhamos um título contra o melhor time sub-20 do Brasil".

A frase de Maurício Souza resume bem a decisão da Copa São Paulo de Juniores da última quinta-feira. De acordo com o técnico do Flamengo, campeão graças à vitória por 1 a 0 no Pacaembu, o São Paulo é o time mais qualificado que atuou na competição. Em campo, apesar do resultado, o controle das ações foi do Tricolor, e isso é algo que André Jardine, que comanda o time júnior desde 2015, não abre mão. Aos 38 anos, ele tem como meta manter a essência do trabalho independentemente de resultados. Não que eles sejam ruins...

Em menos de três anos, Jardine já atingiu 11 finais de campeonato pelo sub-20 do São Paulo - uma delas é a Copinha de 2018, em que terminou como vice. Destas 11 decisões se acumulam sete títulos: Copa Ouro (2016), Campeonato Paulista (2016), Copa RS (2015 e 2017), Copa do Brasil (2015 e 2016) e Copa Libertadores (2016). A Copa São Paulo era tratada como uma espécie de "cereja do bolo", mas não foi erguida desta vez.

"Não temos o direito de ficar tristes e baixar a cabeça porque o trabalho é feito de vitórias e derrotas. Coragem não faltou e tenho certeza que o torcedor se identificou com o que viu desses garotos", discursou o treinador tricolor, que já havia tido passagens pela base do Internacional e do Grêmio e, no São Paulo, é visto internamente como sucessor natural de Dorival Júnior no comando dos profissionais.

A visão da diretoria tricolor, como explicado pelo UOL Esporte, é motivada pelo trabalho de Jardine na base, mas também por semelhanças com Dorival, especialmente na parte técnica. Ambos gostam que seus times preservem a posse de bola, usem um jogo de paciência, sem correr risco de perder a posse na incerteza de que seja possível infiltrar na defesa adversária, uso de zagueiro na lateral direita para lançar variações durante o jogo e a característica ofensividade.

Na Copinha, diante do Flamengo, o São Paulo mostrou tudo isso, por exemplo. Parado pela defesa carioca, com destaque para o goleiro Yago, o time paulista saiu de campo frustrado pelo vice, mas orgulhoso por não ter aberto mão de seu estilo ao longo dos últimos anos. O próximo grande objetivo é a Libertadores, que Jardine já conquistou uma vez e busca o bi a partir de 10 de fevereiro. Além do São Paulo, o Cruzeiro também representa o Brasil no torneio, que ocorre a cada dois anos e terá mais dez times de outros países.

Além dos resultados e competições, o trabalho do comandante é de formação para o elenco profissional. Já passaram pelas mãos dele nomes que nem estão mais no clube, como David Neres (Ajax-HOL), Luiz Araújo (Lille-FRA) e Lyanco (Torino-ITA), além de peças importantes do elenco atual, a exemplo de Lucas Fernandes, Shaylon e Éder Militão e outras em busca de espaço, como Lucas Paes, Lucas Perri, Rony, Júnior Tavares, Araruna, Pedro Augusto, Paulo Henrique, Caique, Paulinho Boia e Marquinhos Cipriano.

Em 2018 outros nomes virão, apoiados na essência de um trabalho duradouro, eficiente e reconhecido pela torcida, que cantou após o fim do jogo o hino do clube e uma homenagem ao "time de guerreiros".

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