Carpegiani conquista elenco do Flamengo com estilo "paizão"

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Thiago Ribeiro/AGIF

    Paulo Cesar Carpegiani está há quatro jogos no comando do Flamengo

    Paulo Cesar Carpegiani está há quatro jogos no comando do Flamengo

Há quatro jogos no comando do Flamengo, Paulo César Carpegiani, ao seu estilo, vai conquistando o elenco rubro-negro. De fala mansa, orientador e didático, o treinador tem aglutinado o elenco da Gávea.

Acostumados com o colombiano Reinaldo Rueda até então, os jogadores têm se sentido abraçados pelo novo treinador, principalmente os jovens, com quem o técnico demanda tempo e paciência. "O Carpegiani é um cara humilde, respeitador e tem tudo para dar certo por aqui", disse um funcionário ao UOL Esporte após o empate por 0 a 0 com o Vasco.

Com um jovem de 17 anos vendido ao Real Madrid por mais de R$ 140 milhões em mãos, o treinador é paciente.

"Se Vinícius Júnior está se cobrando, é porque tem muito mais a dar. No lance do gol (perdido contra o Vasco), ele podia driblar o goleiro, entrar com bola e tudo, mas é preciso ter paciência e calma. O Vinícius é um jogador que vai para o Real Madrid e tem que se aperfeiçoar, ser competitivo, fechar espaços, compor o meio", comentou.

Campeão mundial pelo clube em 1981, Carpegiani é respeitado. Em um novo desafio na Gávea, o comandante tem iniciado a temporada mesclando os jovens do Ninho do Urubu com os medalhões neste início da temporada.

"A palavra correta não é rodízio. Temos planejamento e um grupo ainda em pré-temporada. Existe a necessidade de dar sequência de jogos para esses jogadores. Não quero separar os meninos do outro grupo, vejo um todo. Os meninos da Copinha estão sendo acoplados e somos um grupo só. Na próxima quarta-feira, teremos um jogo-treino. Alguns meninos da Copinha serão já agora acoplados ao elenco", disse.

Prestigiado, Carpegiani não criticou nem mesmo as vaias dos torcedores aos jogadores Romulo e Éverton Ribeiro no clássico:

"É nosso 12º jogador e não vamos ter na estreia na Libertadores. É nossa combustão, a pressão para que os jogadores tenham maior responsabilidade e, consequentemente, aquela garra, disposição, a mística do Flamengo. Já dirigi lá atrás um time que atacava e continuava essa exigência. As vaias eu não tenho nada a reclamar. Vai servir como um incentivo para quem está dentro de campo".

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