Revelação tenta romper na justiça com o Coritiba, mas tem pedido negado

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Julia Abdul-Hak/CBF

    Gustavo Mosquito pediu liberação do Coritiba na Justiça, que negou a tutela

    Gustavo Mosquito pediu liberação do Coritiba na Justiça, que negou a tutela

O atacante Gustavo Mosquito, 20 anos, artilheiro do Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2017 com 9 gols, entrou na Justiça do Trabalho para pedir rescisão de seu contrato com o Coritiba, válido até setembro deste ano. A decisão da Desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, porém, negou o pedido em decisão de segunda instância sobre a liminar.

O jogador debatia desde o início do ano com seu empresário e com o clube a possibilidade de renovação de contrato, mas o negócio esbarrou na diferença entre o contrato oferecido e o desejado no valor da multa.

O jogador entrou pedindo a rescisão de seu contrato com base em supostos atrasos no recolhimento do FGTS, mas teve uma liminar de antecipação de tutela negada, o que lhe daria a liberação antes de um julgamento do mérito.  A Justiça reconheceu apenas o atraso em uma parcela do FGTS, de dezembro de 2017.

O empresário do jogador, Guilherme Miranda, não respondeu ao chamado da reportagem para comentar o assunto. O Coritiba sequer havia sido citado na ação, indeferida já no pedido inicial. Mosquito participou da pré-temporada do time em Foz do Iguaçu, mas uma determinação da diretoria ao técnico Sandro Forner aponta que ele não deva ser utilizado nos jogos até que se resolvam as pendências contratuais.

A ação seguirá na Justiça para julgamento em primeiro grau.

Renovação emperrada

Coritiba e Mosquito vivem um impasse quanto à renovação de contrato do jogador, que poderá assinar com qualquer outro clube a partir de março, mas que só poderá vestir outra camisa em setembro, quando se encerra o atual contrato, salvo pagamento de multa do interessado ao Coxa.

Oficialmente, o Coritiba não trata o tema em público. O UOL Esporte apurou que o clube teria oferecido uma renovação de contrato por três anos, com salários progressivos até 50 mil reais e bonificação por produção, pedindo multa rescisória de 20 milhões de reais para transferências nacionais; o empresário alega que a proposta encaminhada falava em 80 milhões de reais para liberação do atleta para algum clube brasileiro e chegou a apresentar um contrato com este valor, o que o clube considerou ser um "rascunho", embora no formato padrão da CBF. Sem acordo, a renovação ainda não aconteceu.

 

 

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