Hope Solo quer mandar no futebol dos EUA, mas outra mulher é a favorita

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images e Reprodução

    Hope Solo e Kathy Carter estão entre candidatos à presidência da federação americana

    Hope Solo e Kathy Carter estão entre candidatos à presidência da federação americana

Os Estados Unidos fracassaram na missão de ir à Copa da Rússia, mas mesmo assim mantêm o status de uma nação importante no cenário geopolítico do futebol. Rico, com uma liga profissional em expansão e cobiçando organizar um Mundial da Fifa de novo, o país poderá ter uma mulher no comando da federação nacional – duas delas concorrem na eleição da entidade, que acontece neste sábado.

Em tempos em que o estilo do presidente Donald Trump incita atos feministas nas ruas do país, as mulheres aparecem com força na eleição da federação de futebol, que colocará fim a três mandatos consecutivos de Sunil Gulati na "US Soccer" (no cargo desde 2006).

A primeira delas é a goleira Hope Solo, um dos principais nomes da seleção feminina americana na última década, famosa pela qualidade como atleta e por uma pequena lista de polêmicas. No entanto, a favorita no pleito da federação é Kathy Carter, experiente executiva do futebol no país, ligada à MLS (Major League Soccer), a liga profissional do país. 

Nada de união feminina

Considerada uma azarão no pleito, Solo tem sido bastante crítica à candidatura de Carter. Em recentes manifestações, a goleira qualificou a concorrente como uma representante do "status quo" vigente na federação desde sempre, destacando a ligação da favorita com Gulati, o atual presidente.

Reprodução
Imagem oficial da campanha de Hope Solo à presidência da federação americana

Correndo por fora, a estrela da seleção americana feminina prega conceitos como igualdade de condições esportivas e de premiações entre homens e mulheres – isso, em um país em que as meninas têm sido mais bem-sucedidas dos que os rapazes em torneios internacionais há um bom tempo.

Entre as promessas de campanha de Solo está a equiparação de ganhos das jogadoras da seleção feminina com os nomes do time masculino, além de fazer a mesma coisa com funcionários da federação, independentemente do sexo. Nas últimas semanas, a campeã mundial de 36 anos tem sustentado um discurso duro de oposição.

"A federação ficou cega com sua obrigação de desenvolver o futebol nos Estados Unidos, por causa de poder, prestígio, status e dinheiro, que flui na relação com a MLS (liga masculina). A prioridade da federação tem sido proteger a MSL, em detrimento da nossa juventude, do futebol feminino e da nossa posição no cenário global", disse Solo à imprensa americana.

Candidato que fala português e jogadores de Copa

Segundo a imprensa americana que tem acompanhado o noticiário da eleição, a disputa deve ser polarizada entre Kathy Carter e Carlos Cordeiro, outro executivo com larga ficha de serviços prestados ao futebol do país. O candidato fala português e tem família descendente de Portugal e Colômbia.

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Eric Wynalda disputou três Copas pelo EUA e agora quer comandar futebol do país

Além de Hope Solo, outros antigos nomes da seleção americana aparecem entre os candidatos, mas considerados como concorrentes de menor peso na disputa. Destaques para Paul Caligiuri (Copas de 90 e 94) e Eric Wynalda (Copas de 90, 94 e 98).

Ao todo são oito candidatos inscritos na eleição deste sábado, marcada para a cidade de Orlando, durante uma conferência oficial da federação americana. O vencedor terá um mandato de quatro anos à frente da entidade.

Entre as missões de maior pressão, o futuro presidente eleito terá que conduzir uma reconstrução da seleção masculina, que fracassou nas eliminatórias da Concacaf (Américas Central e do Norte) para a Copa de 2018, além da candidatura em conjunto com México e Canadá para o Mundial de 2026.

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