Conheça o jogador dono de uma empresa mais valiosa que Real e Barça juntos

Do UOL, em São Paulo

  • Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

    Mahieu Flamini, jogador do Getafe e co-fundador da GFBiochemicals

    Mahieu Flamini, jogador do Getafe e co-fundador da GFBiochemicals

Lembra do sobrinho de sultão que joga no Leicester e é chamado de jogador mais rico do mundo? Pois ele tem um forte concorrente. O francês Mathieu Flamini, recém-contratado pelo espanhol Getafe, não é de ficar ostentando mansões e tigres de estimação nas redes sociais. Mas controla uma fortuna ainda maior, avaliada em 30 bilhões de euros.

Flamini é co-fundador da GFBiochemicals, a primeira empresa do mundo a produzir ácido levulínico em escala comercial. A substância feita a partir de biomassa pode cumprir as mesmas funções do petróleo, mas sem agredir tanto a natureza.

O negócio pioneiro já ganhou prêmios de inovação na área de sustentabilidade - além de muito dinheiro, é claro. O valor de mercado da GFBiochemicals é bem maior que o de Real Madrid e Barcelona juntos - segundo a revista Forbes, os dois clubes somados valem R$ 23,5 bilhões, enquanto a empresa de Flamini foi avaliada em R$ 120 bilhões.

Juan Manuel Prats/El Periodico

Pois o homem que poderia comprar os dois maiores clubes da Espanha é mais um assalariado do modesto Getafe, no qual veste a camisa oito. Aos 33 anos, Flamini nem pensa em pendurar as chuteiras para se dedicar à empresa bilionária. Em sua apresentação, ele despistou sobre seus negócios fora de campo e prometeu foco total no clube.

"Como muitos outros jogadores, tenho interesses além do futebol, mas minha prioridade é o campo. Amo o futebol, jogo desde os seis anos e essa é minha prioridade, minha paixão, e é nisso que estou concentrado".

Mathieu Flamini começou a carreira de jogador no Olympique de Marselha, em 2003. Mas o clube que mais defendeu na carreira foi o Arsenal, onde ficou conhecido como "Homem-Maratona" pelo seu vigor físico no meio-campo. As boas atuações no time de Wenger o levaram à seleção francesa em 2007.

Em 2008, foi para o Milan, onde jogou ao lado de Ronaldinho Gaúcho e Shevchenko. Ficou na Itália por cinco temporadas, e foi lá que conheceu Pasquale Granata, jovem economista e empreendedor de Caserta, no sul do país. Com ele, fundou a GFBiochemicals e passou a investir milhões em pesquisa. Investimento arriscado, mas que deu certo. Da pequena cidade de 85 mil habitantes, a empresa cresceu e hoje tem sedes na Holanda e nos Estados Unidos.

Flamini manteve seu investimento em segredo até 2015. Neste período, deixou o Milan e voltou para o Arsenal. Em entrevista à imprensa inglesa, ele finalmente revelou que tinha outros interesses fora de campo: "A carreira de um jogador é cheia de altos e baixos. Isto me ajuda a clarear a mente e pensar em algo diferente, foi um desafio intelectual".

Depois que o mundo soube do seu negócio bilionário, sua carreira no futebol começou a decair - coincidência à parte, a idade chegou e ele já não é o mesmo "Homem-Maratona" de antes. Deixou o Arsenal, passou pelo Crystal Palace e ficou sem clube até acertar com o Getafe no começo de 2018.

"Estou aqui para desfrutar, para me sentir bem e ajudar o time a obter o maior número de pontos possível", declarou Flamini na chegada do clube espanhol. Quando não puder mais jogar, Flamini já sabe o que fazer. E não é só aproveitar sua fortuna, mas também ajudar a salvar o planeta oferecendo alternativas ao petróleo: "Sempre gostei da natureza e me preocupei com o meio ambiente, mudanças climáticas e aquecimento global. Queremos dar nossa contribuição para este problema". 

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