De olho em Conselho, Andrés deve esperar quase um mês para montar diretoria

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

  • MARCELO D. SANTS/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

    Eleito há 11 dias, Andrés Sanchez está de olho no Conselho e ainda não montou sua diretoria

    Eleito há 11 dias, Andrés Sanchez está de olho no Conselho e ainda não montou sua diretoria

Depois de escolher diretores para as áreas de marketing, jurídico e financeiro, o presidente Andrés  Sanchez, eleito no último dia 3, deve deixar o Corinthians sem os responsáveis de todas as outras diretorias até a eleição do Conselho Deliberativo do clube, no dia 27.

Na avaliação de Andrés e aliados, a escolha do presidente do Conselho será muito equilibrada e cada voto pode fazer diferença, o que ajuda a explicar a posição do presidente. Na prática, a escolha de um diretor significaria a perda de um voto para a situação.

Explica-se: quem é diretor, mesmo tendo sido conselheiro eleito, não tem direito a participar da escolha do presidente do órgão. Para o grupo de Andrés, o panorama ficaria ainda pior porque se um diretor é escolhido, automaticamente, perde a cadeira no Conselho e abre vaga para um conselheiro suplente votar. A primeira "chapinha" suplente, que preencheria essas cadeiras eventualmente liberadas, é ligada à oposição.

Em meio a esse dilema e atrás de governabilidade, Sanchez busca uma aliança com o segundo colocado Paulo Garcia, de quem é amigo. O grupo de Andrés conseguiu eleger duas das oito chapinhas para o Conselho e entende que só o apoio de Garcia pode dar força a ele para governar alinhado à maioria dos conselheiros. São 200 integrantes eleitos para o próximo triênio, além de 138 conselheiros vitalícios, segundo a relação atualizada no site do clube. 

Os primeiros movimentos entre os dois, porém, não têm sido de harmonia. Garcia ingressou com ação judicial, na última semana, para contestar o resultado das urnas. A ação é contra a empresa responsável, mas também afeta o clube indiretamente. Em nota, o Corinthians lamentou a ação.

Nos bastidores, apoiado pelo candidato a vice e ex-diretor financeiro Emerson Piovesan, Paulo Garcia ainda conseguiu reverter uma definição que Sanchez havia tomado. Escolhido para ser superintendente financeiro, Marcos Chiarastelli foi barrado por Piovesan e Garcia antes de assumir.

Assim, só três diretorias têm representantes já definidos. Wesley Mello, do financeiro, e Fábio Trubilhano, do jurídico, são dois deles. Eles foram, porém, escolhas do diretor de marketing Luis Paulo Rosenberg, que também será uma espécie de supervisor dos dois departamentos.

Uma incógnita, por outro lado, diz respeito ao futebol. Pessoas próximas a Sanchez veem como uma manobra (legal) do presidente a designação de Duílio Monteiro Alves para, inicialmente, ser somente diretor adjunto. Com este cargo, ele fica livre para apoiar a situação e participar da escolha do novo presidente do Conselho. 

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