Grêmio bate na trave com um a mais, mas vence nos pênaltis e leva a Recopa

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

  • AP Photo/Andre Penner

    Alisson sofre a marcação de Gaston Silva na final da Recopa entre Grêmio e Independiente

    Alisson sofre a marcação de Gaston Silva na final da Recopa entre Grêmio e Independiente

O Grêmio é bicampeão da Recopa. Com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o Tricolor pressionou e perdeu chances de todo jeito. De frente para o gol, sem goleiro, na trave... No tempo normal e na prorrogação, o Independiente segurou o 0 a 0. Nos pênaltis, brilhou a estrela de Marcelo Grohe, que defendeu a última cobrança, garantiu o 5 a 4 na disputa e fez o atual campeão da Libertadores confirmar seu domínio continental contra o atual vencedor da Sul-Americana, diante de uma Arena com bom público. 

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Ao longo dos 120 minutos, Luan, Cícero, Jael e Everton, este último o melhor em campo, perderam seguidas oportunidades. A missão em tese deveria ter sido mais fácil, já que Amorebieta foi expulso ainda no primeiro tempo, após falta dura em Luan. O vermelho aconteceu com auxílio do árbitro de vídeo, repetindo roteiro da última semana, quando o Grêmio também teve um a mais e mesmo assim não conseguiu mais que um empate - na ocasião, 1 a 1 na Argentina. 

Nas cobranças, no entanto, o Grêmio prevaleceu. Maicon, Cícero, Jael, Everton e Luan fizeram, com muita categoria, para o Grêmio. Gaibor, Meza, Domingo e Romero marcaram pelo Independiente, mas Benítez perdeu a última batida e o título é gremista. 

A última conquista tricolor na Recopa havia sido em 1996. Foi o time de Felipão que ergueu a taça na ocasião. É o terceiro título gremista nos últimos três anos: Copa do Brasil em 2016, Libertadores em 2017 e Recopa em 2018.

Marcelo Grohe é herói, de novo

Foi Marcelo Grohe foi o herói gremista. Depois do Independiente fazer as quatro primeiras cobranças, na última da série normal parou nos braços do goleiro. Marcelo se atirou e rebateu a pancada de Benítez e deu o título ao time gaúcho. Já tinha sido ele protagonista na Copa do Brasil de 2016 e em momentos importantíssimos da Libertadores do ano passado. 

Foi bem: Tudo passa por Everton

O atacante Everton foi destaque do Grêmio no jogo. Todas jogadas ofensivas que produziam algum efeito passaram pelos pés do atleta, que assustou o goleiro rival em uma série de conclusões. 

Maicon ainda está fora de ritmo

Em uma jornada positiva do setor ofensivo do Grêmio, Maicon não conseguiu brilhar. O jogador ainda está sem o melhor ritmo de jogo e não cumpriu bem as funções defensivas enquanto esteve 11 contra 11. No segundo tempo, o Independiente apenas defendeu-se e Maicon cresceu. 

Mandinga antes do jogo no vestiário

A mandinga foi forte. Manuel Valdez, bruxo que acompanha a delegação do Independiente, trabalhou no vestiário do time argentino. Antes do jogo, da zona mista se sentia um forte cheiro de queimado, um pouco adocicado. Era uma erva de origem peruana usada para 'limpar o ambiente' e queimada pelo líder espiritual da equipe. No tempo normal, o Independiente, mesmo com 10 jogadores, não perdeu. 

Grêmio pressiona, cria chances e defesa rival faz milagre

Desde os primeiros minutos do jogo, foi o Grêmio que assumiu protagonismo. Os primeiros lances de gol aconteceram antes de 10 minutos. No mais claro, Everton recebeu, driblou o goleiro e bateu, mas o zagueiro Amorebieta tirou de cima da linha. Em seguida Luan e Cícero também tiveram oportunidades. Pararam na defesa do rival ou em conclusões para fora.

Árbitro de vídeo expulsa zagueiro que 'tatuou' peito de Luan

Ricardo Rímoli/AGIF
Independiente é o clube com mais títulos na história da Libertadores, e encara o Corinthians

Amorebieta esqueceu-se do futebol e apelou para violência. Em uma dividida de bola, acertou com a chuteira o peito de Luan. Ficou uma marca, tamanha força empregada. O gremista sofreu, ficou caído, e ao levantar-se mostrou o ocorrido ao árbitro. O juiz utilizou árbitro de vídeo e após alguns instantes expulsou o venezuelano.

Confusão, faltas e um jogo com a cara da rivalidade

Sobraram lances fortes, discussão, catimba e empurrões de parte a parte. Não apenas o lance mais forte em que Amorebieta acabou expulso por acertar Luan, mas todo tipo de provocação. Retardar a reposição de bola, provocar, reclamar de tudo, este foi o expediente adotado pelo Independiente. Já o Grêmio, tratou de responder da mesma forma e com 35 minutos de jogo já havia seis cartões amarelos apresentados. Com 42, veio o vermelho.

Discussão tomou conta do corredor aos vestiários

Deixando o campo ao fim do primeiro tempo, jogadores do Independiente e membros da comissão técnica e da direção do clube argentino xingaram o árbitro Enrique Cáceres. Aos gritos, protestaram contra a expulsão com auxílio do VAR (o segundo do Independiente que levou o vermelho desta forma, no jogo de ida foi Gigliote). "O juiz está comprado", reclamou um dos membros do Independiente aos representantes da Conmebol, enquanto os jogadores já estavam nos vestiários.

Segundo tempo é só do Grêmio

Só um time jogou no segundo tempo: o Grêmio. A equipe de Porto Alegre, com um jogador a mais, esteve praticamente o jogo todo no campo do rival. Trocando passes, tentou superar uma formação pouco usual dos visitantes. Com as trocas propostas pelo treinador, o Independiente ficou no 5-4-0. Abriu mão do ataque para jogar com cinco zagueiros e apostar no após tempo normal. 

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO (5) 0 X 0 (4) INDEPENDIENTE
Data
: 21/02/2018 (Quarta-feira)
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Enrique Cáceres (PAR)
Auxiliares: Eduardo Cardozo e Juan Zorrilla (Ambos paraguaios)
Renda: R$ 1.964.449,00
Público: 42.921 (total)
Cartões amarelos:  Alisson (GRE), Pedro Geromel (GRE), Paulo Miranda (GRE); Rodríguez (IND), Silva (IND), Gaibor (IND);
Cartões vermelhos: Amorebieta (IND)

GRÊMIO
Marcelo Grohe; Léo Moura (Paulo Miranda), Pedro Geromel, Kannemann e Cortez (Lima); Maicon, Jaílson (Jael), Alisson (Maicosuel), Luan, Everton; Cícero.
Técnico: Renato Gaúcho

INDEPENDIENTE
Campaña; Bustos (Jonas Gutiérrez), Alan Franco, Amorebieta e Gastón Silva; Nicolás Domingo, Rodríguez (Benítez), Gaibor, Leandro Fernández (Figal) e Maximiliano Meza; Menéndez (Romero).
Técnico: Ariel Holan

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