Ao contrário de 2017, Corinthians entra em fase decisiva com indefinições

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

  • Rodrigo Gazzanel/Ag.Corinthians

    Volante de origem, Maycon foi escalado na lateral esquerda nos últimos três jogos

    Volante de origem, Maycon foi escalado na lateral esquerda nos últimos três jogos

Restam apenas duas rodadas para o início das fases decisivas do Campeonato Paulista. Diante desse cenário, o Corinthians vive uma situação distinta em relação ao ano passado, quando iniciou as decisões com um time completamente definido pelo técnico Fábio Carille.

Dois fatores contribuíram para essa situação: as vendas de jogadores importantes da equipe, como Jô e Guilherme Arana, e a falta de reposição à altura, além do calendário do futebol brasileiro em um ano de Copa do Mundo. Na temporada passada, o primeiro jogo das quartas de final do Estadual foi disputado no começo de abril.

O Corinthians, por exemplo, já teve dois jogadores na lateral esquerda (Juninho Capixaba e Maycon, que jogou improvisado). Com a suspensão de Gabriel, o recém-contratado Sidcley pode estrear na posição na próxima quarta-feira diante do Mirassol.

Titular nos últimos três jogos, Maycon, dessa forma, seria deslocado para atuar no meio-campo. Após o empate por 1 a 1 com o Santos, o próprio volante frisou que prefere atuar nessa posição.

"Sidcley vinha treinando normalmente no Atlético-PR. O único problema que tenho de discutir com a comissão é o entrosamento. Temos dois jogos para começar a segunda fase. Não é o momento de tantas experiências assim. Mas vamos discutir bem porque na outra semana começa a segunda fase", disse Carille.

Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians
Sidcley pode fazer a estreia no Corinthians

Foi preciso se virar

O treinador corintiano também viveu uma situação diferente na comparação com o ano passado. No começo de 2017, Jô já dava sinais de que seria decisivo para o time. Àquela altura, o atacante já havia marcado gols em dois clássicos, contra Palmeiras e Santos. 

Após a venda de Jô, ainda no início de dezembro, Carille ressaltou a importância da contratação de um substituto, mas a diretoria corintiana não conseguiu acertar com o centroavante desejado.

"Não gosto muito de mudar time. Sei o quanto a diretoria brigou para contratar um [camisa] 9 e não conseguiu. A partir do momento que eu vi que as coisas não iriam para esse lado, começamos a pensar em uma nova formação", explicou o treinador.

Depois de escalar Kazim e Júnior Dutra no comando do ataque, Carille optou por uma formação sem um jogador na referência. Com isso, o time que já havia atuado no 4-1-4-1 e no 4-2-3-1, passou a jogar com dois volantes e outros quatro atletas na linha à frente.

"Estamos gostando bastante. Foram três jogos complicadíssimos [contra Palmeiras, Millonarios e Santos]", afirmou o treinador, que manterá a estratégia nos próximos jogos.

"Não posso ficar lamentando ou pensando nisso. Fomos campeões da Libertadores jogando assim o campeonato todo. Tenho que trabalhar com os que tenho. A resposta foi muito boa essa semana. Tenho os jogadores que podem fazer a frente, mas não sendo um 9 de ofício", completou.

Libertadores também à vista

Depois de enfrentar o Mirassol em Itaquera, o Corinthians vai a Ribeirão Preto medir forças com o Botafogo no domingo que vem, em jogo válido pela última rodada da fase de grupo do estadual.

Na sequência, no dia 14, o time alvinegro recebe o Deportivo Lara, da Venezuela, pela Libertadores. A fase de mata-mata do estadual terá início no fim de semana seguinte. O Corinthians precisa somar três pontos nas rodadas derradeiras para garantir matematicamente a classificação.

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