Balbuena reproduz comentários sobre o Paraguai e acusa rádio de preconceito

Do UOL, em São Paulo

  • Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

As reclamações de preconceito de brasileiros contra jogadores paraguaios ganhou a voz de mais um atleta do Corinthians. Um dia após o atacante Romero acusar perseguição da imprensa por ser de outro país, o zagueiro Fabian Balbuena postou em seu Instagram uma mensagem de apoio ao compatriota e usou como exemplo comentários feitos no programa 'Estádio 97', famosa atração da rádio paulista Energia 97FM que mistura notícias e humor.

"Eu fico muito chateado e me solidarizo com meu compatriota Romero quando dizem a respeito de nosso país dessa forma como mostra no vídeo. Venho falar que esse tipo de opinião não contribui em nada, pelo contrário, infla todo um desrespeito principalmente com nossa família, nosso país e nosso trabalho", escreveu Balbuena.

"Essas atitudes demonstram a ignorância e a falta de educação que afeta nosso mundo atual. Apenas queremos tratamento igual por parte daqueles(alguns poucos) que nos criticam, sem piadinhas e sem preconceitos, afinal queremos fazer o bem, e um bom trabalho!", acrescentou o zagueiro.

Em sua conta no Instagram, Balbuena reproduziu trecho do programa Estádio 97 da última segunda-feira (5) em que integrantes da atração comentavam a declaração de Romero, que chamou o Santos de "time pequeno" após o empate por 1 a 1 no clássico de domingo, pelo Campeonato Paulista.

"Ele [Romero] saiu de um país que é praticamente uma aldeia indígena onde ele morava. Eles movimentam a economia através de tráfico de drogas, de contrabando de arma, produtos ilegais. Aí você vai lembrar da seleção paraguaia? O que ela fez para o futebol mundial? O Romero tem uma essência pequena, vem de um país pequeno, de uma seleção medíocre", disse o comentarista Marcão, do 'Estádio 97'. Em seguida, outro integrante do programa disse que o Paraguai é lembrado pela Larissa Riquelme.

Em contato com o UOL Esporte, Sombra, apresentador do programa, minimizou o ocorrido e afirmou que Marcão faria um pedido de desculpas na edição desta quarta-feira (7) da atração.

"Estádio 97 é um programa formado por torcedores. E o Marcão, que ficou puto quando ouviu a história de o Romero chamar o Santos de time pequeno, falou uma bobagem na emoção de torcedor. Foi muito na emoção de torcedor e acabou falando uma bobagem. Na hora da emoção, vocês falam certas coisas que não fazem sentido. Ele sabe que falou bobagem e vai pedir desculpa", afirmou o apresentador, que negou qualquer tipo de punição ao comentarista.

Durante o programa, Marcão pediu desculpas pelo comentário e negou que sua fala tenha sido preconceituosa. "Queria pedir desculpa a toda e qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida com as minhas palavras que foram pesadas. Tenho que pedir desculpa não só ao povo paraguaio".

"Pessoal criticar o programa, falar que o Estádio 97 é um programa xenófobo. A gente brinca com todo mundo. Óbvio que minha crítica foi pesada, mas chamar o programa de xenófobo, falar que meu comentário foi xenófobo, espera um pouquinho. Eu quis dizer que o Romero vem de um país pequeno. O Paraguai geograficamente é pequeno. Falaram que eu disse que é um povo indígena, mas o Paraguai vem de um povo indígena, o dinheiro do Paraguai é o Guarani", completou.

Durante o programa desta quarta-feira, o comentarista RG disse acreditar que a fala de Romero teria sido para mascarar a declaração do atacante sobre o Santos. "Não vou assinar esse recibo do Romero. Foi pior ainda essa coletiva que ele chamou. Pior porque acabou tirando sarro de toda a imprensa esportiva. Ele disse que não sabia que tinha tanto torcedor santista na imprensa. Não pediu desculpas", afirmou.

RG é um dos comentaristas santistas do programa. Em sua declaração, disse que o Brasil é um país receptivo. "Quero só lembrar você, Romero, que esse é um país que recebe todo mundo. E é um país que tem preconceito, sim, sempre teve. E tem com o próprio brasileiro. Eu sou baiano e ouço sempre 'ô, baiano'. Vamos tirar essa máscara aí. Agora virou o Romero a vítima porque atacaram o país do Romero. Para, gente. No Brasil funciona assim: a gente recebe todo mundo, é solidário com todo mundo e desrespeita também", completou.

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