Modernização do DM 'zera' Dedé e zagueiro vive seu melhor momento com Mano

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Monitoramento diário do DM deu mais segurança e confiança para Dedé dentro de campo

    Monitoramento diário do DM deu mais segurança e confiança para Dedé dentro de campo

Dedé nunca esteve tão bem desde que lesionou gravemente o joelho direito, em novembro de 2014. Nesses três primeiros meses do ano, zagueiro tem surpreendido positivamente no Cruzeiro, seja na parte técnica, física ou psicológica. Parte dessa ótima evolução se deve à modernização do departamento médico do clube, iniciada com a nova presidência. A chegada de novos equipamentos e uma avaliação mais individualizada do atleta vêm ajudando a deixar o camisa 26 "zerado" para a temporada.

As primeiras mudanças ocorreram na direção do departamento médico, hoje comandado por Sérgio Campolina. No período das férias, o novo diretor visitou alguns centros de medicina esportiva e voltou com sugestões para a presidência. Ainda na pré-temporada, o clube já contava com quatro novos aparelhos importados, avaliados em cerca de R$ 3 milhões. Entre outros benefícios, os equipamentos conseguem identificar e individualizar as situações de cada atleta, aumentando a eficiência na recuperação. A inovação também permite aos médicos não só melhorar o tratamento, mas evitar lesões antes que apareçam. Dedé e todos os outros jogadores que passaram recentemente pelo DM já usufruíram da nova tecnologia.

"Precisávamos ter um parâmetro de controle. Se um jogador teve uma lesão muscular, como vamos saber se ele está evoluindo bem ou não? Aí entra um dos maiores avanços que estamos desenvolvendo aqui no Cruzeiro, o controle pela ultrassonografia. Fazemos um controle dinâmico dessa cicatrização de lesão. Todo dia o atleta chega, faz a avaliação fisioterápica, passa no departamento médico e feita a ultrassonografia da área lesionada, conseguimos ter um parâmetro de como está a recuperação biológica da lesão. Se o hematoma está sendo reabsorvido, se a lesão está estabilizando, se o edema está melhorando... Com isso, o fisioterapeuta e o preparador físico ficam mais seguros para continuar ou recuar uma conduta. E o atleta também se sente melhor assistido. Poucos clubes no Brasil conseguem fazer isso, e estamos conseguindo", explicou Ségio Campolina.

Na semana passada, Dedé completou cem jogos com a camisa do Cruzeiro e revelou estar em seu melhor nível. Durante a pré-temporada, o zagueiro teve acompanhamentos diários no trabalho para o fortalecimento muscular. O objetivo é evitar a sobrecarga em uma das pernas e assim impedir novas idas e vindas no departamento médico.

Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

"Estou me sentindo zerado, estou normal, da mesma forma que cheguei, mesma forma que estava antes da cirurgia. Estou me sentindo muito bem em campo", declarou o jogador, titular por três vezes depois que retornou aos gramados depois de nove meses.

"Não só na bola aérea, mas nas jogadas pelo chão. É fruto de um treinamento, estou ganhando muita confiança para fazer saltos, aterrissar com confiança. Temos treinado isso para ganhar força e sustentar o peso. É um trabalho que todos estão tendo méritos".

Mano Menezes também já notou a diferença. Em 2015, ano de sua primeira passagem pelo Cruzeiro, o treinador não chegou a ter um contato direto com o zagueiro, ainda em recuperação. Em 2017, o treinador utilizou o atleta no primeiro semestre, mas viu ele ir novamente para o DM e ficar parado por nove meses.

"O Dedé vem confirmando o que os treinamentos estão provando. A gente já tinha uma confiança muito grande nessa nova etapa, os dados que se tinham eram melhores que das outras vezes. Ele está bem, queremos que isso continue daqui para frente e de forma ininterrupta", disse o comandante.

Outras novidades estão por vir

A diretoria do Cruzeiro pretende continuar melhorando as condições do departamento médico. A ideia do presidente Wagner Pires é de ter um centro de excelência na Toca da Raposa. Além dos novos aparelhos, outra mudança que está por vir é a construção de uma nova piscina, mais funda que a atual, que, de acordo com os médicos, será mais útil e eficiente para trabalhos de transição e lesões agudas.

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