Criança sensibiliza Firmino e elenco do Liverpool com atitude generosa

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

  • Arquivo Pessoal

Alfie Radford, 7 anos, sonha em ser ator e cantor. Carismático, extrovertido e afável, ele sensibilizou jogadores, comissão técnica e funcionários do Liverpool por outra virtude: generosidade.

O pequeno torcedor dos Reds comoveu o clube de coração com um gesto simples – e benevolente. Em vez de manter o hábito e gastar em figurinhas de futebol o dinheiro que recebe semanalmente por bom comportamento, o garoto surpreendeu o pai a caminho do estádio de Anfield.

"Ele tinha economizado 10 libras (R$ 45) e sugeriu que comprássemos, com a quantia que ele carregava no bolso, alimentos para doarmos para os bancos beneficentes de arrecadações organizados pelos torcedores em todos os jogos", relata Tom Radford ao UOL Esporte.

Orgulhoso da atitude do filho, Tom registrou o momento e compartilhou a emoção nas redes sociais. A imagem da atitude solidária se espalhou até alcançar – e emocionar – o lateral-esquerdo escocês Andrew Robertson, que recompensou a ação altruísta do torcedor mirim de uma maneira curiosa: uma carta de reconhecimento pelo ato nobre e uma camisa de jogo de Roberto Firmino, com autógrafo do atacante da seleção brasileira.

Arquivo pessoal
Por ato generoso, jovem torcedor foi premiado com a camisa de Firmino

"Vamos ser sinceros, Alfie. Ninguém quer o uniforme de um lateral. Por isso consegui isso com o Bobby para você. Espero que não tenha problema", escreveu o jogador, com bom humor.

A recompensa do menino veio tão rápida quanto os contra-ataques letais da equipe comandada por Jürgen Klopp. Alfie entregou sopas e biscoitos no ponto de arrecadação antes de assistir à classificação do Liverpool às quartas de final da Liga dos Campeões, com empate sem gols com o Porto, no último dia 6. Menos de 24 horas depois, o pai o buscou na escola e lhe entregou a encomenda do Liverpool.

"Quando cheguei em casa, a surpresa foi enorme, fiquei muito feliz", conta Alfie, com a voz doce. "A melhor parte foi ganhar uma camisa usada pelo Firmino", confessa, antes de revelar, com clareza incomum para uma criança, parte da educação que recebe do pai, engenheiro eletrônico, e da mãe, Alisson, funcionária pública. "Infelizmente ainda há muitas pessoas que não têm o que comer, e eu me preocupo com elas, como elas sobrevivem. Meus pais me disseram que falta até água limpa para muitos e esse sofrimento me deixa realmente triste".

Tom, que ainda tem o caçula Austin, 4, não se contém. "Às vezes você não tem certeza se seus filhos estão te ouvindo de fato, mas o que o Alfie fez foi fantástico e mostra que ele entendeu perfeitamente a mensagem", comemora. "Tentamos ensinar aos nossos filhos que todo mundo merece viver em condições iguais, e espero que a recompensa que ele ganhou o incentive a continuar sendo gentil".

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