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"Motores" de Palmeiras campeão, Moisés e Tchê Tchê tentam retomar espaço

Ale Cabral/AGIF
Tchê Tchê começou 2018 como titular, mas perdeu lugar para Bruno Henrique Imagem: Ale Cabral/AGIF

Danilo Lavieri e Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

2018-03-15T04:00:00

15/03/2018 04h00

Quando o Palmeiras levantou o troféu de campeão brasileiro em 2016, dois jogadores eram inquestionáveis. Tchê Tchê e Moisés formaram a melhor parceria do Brasil no meio-campo naquela temporada e foram os "motores" do time de Cuca, responsáveis pelo equilíbrio da equipe e oferecendo tanto qualidade ofensiva quanto força na marcação. Pouco mais de um ano depois, os dois estão fora da formação titular de Roger Machado e lutam para recuperar espaço.

A queda de cada atleta tem motivos diferentes. Enquanto Moisés foi prejudicado por uma lesão grave – um rompimento nos ligamentos do joelho esquerdo que o tirou de ação pela maior parte da última temporada –, Tchê Tchê sofreu com altos e baixos em suas atuações ao longo do ano passado, até perder a posição definitivamente no início deste mês para Bruno Henrique.

Atualmente, o meio-campo do Palmeiras tem Felipe Melo como primeiro homem de marcação, Bruno Henrique com mais liberdade para chegar à frente e Lucas Lima como jogador mais avançado, mas também com responsabilidades defensivas. Roger tem aprovado o balanço coletivo entre os três, que além disso têm tido ótimas atuações individuais. Felipe é um dos maiores desarmadores da equipe, por exemplo, enquanto Lucas é o líder de assistências.

Mesmo tendo a versatilidade como ponto forte, os antigos destaques são vistos hoje apenas como alternativas. Tchê Tchê até começou o ano como titular, mas Roger sentiu que a equipe estava muito vulnerável a contra-ataques e preferiu dar mais peso ao meio-campo com a entrada de Bruno Henrique. Ao longo de 2017, o jogador já havia tido suas atuações postas em xeque e mostrado incômodo com os questionamentos, mas essa é a primeira vez que vai efetivamente para o banco.

Já Moisés realizou uma pré-temporada mais longa em 2018 para evitar novas lesões e corrigir alguns desequilíbrios musculares que foram detectados. O camisa 10 fez só quatro jogos no ano até agora, nenhum deles por 90 minutos. A comissão técnica avalia que ele ainda carece de ritmo competitivo para ser mais utilizado e espera uma evolução do meio-campista.

Por enquanto, o Palmeiras tem rendido bem sem seus dois pilares de 2016. No próximo sábado (17), contra o Novorizontino, no jogo de ida das quartas de final do Campeonato Paulista, ambos devem seguir de fora da equipe, como Roger já sinalizou nos treinamentos da semana.

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