Vasco abre investigação por surto de virose que segue atacando o clube

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Bruno Braz/UOL Esporte

    Meia Wagner deixou São Januário debilitado, de casaco e toalha no pescoço

    Meia Wagner deixou São Januário debilitado, de casaco e toalha no pescoço

Os passos debilitados de um encasacado Wagner e a escalação de Paulinho no banco de reservas na última terça-feira, dia do jogo com a Universidad de Chile, deram indícios de que o surto de virose que atacou o Vasco ainda segue longe de ter um fim. Preocupada com a situação, a diretoria, por meio de sua vice-presidência médica, abriu uma investigação para tentar diagnosticar a causa do problema.

Foi solicitada uma análise da água que está sendo bebida pelo elenco, embora se suspeite que a situação seja um pouco mais ampla. A princípio, o clube descarta uma intoxicação alimentar.

Os sintomas (náuseas, vômitos e diarreias) se iniciaram no último domingo. No dia anterior, o Vasco havia vencido o Madureira pelo Campeonato Carioca em Moça Bonita (RJ). Contraíram a virose ao menos oito jogadores, além de membros da comissão técnica, diretoria e funcionários.

Entre os atletas, um dos mais afetados foi o jovem Paulinho, que precisou ser transferido para um hospital onde tomou sorou intravenal. Ainda debilitado, ele foi poupado pelo técnico Zé Ricardo e iniciou o jogo com os chilenos no banco, entrando apenas no segundo tempo.

No intervalo do duelo, o meia Wagner passou mal e vomitou, tendo de ser substituído. Ao deixar o estádio após a partida, ele demonstrou dificuldade em andar, estava encasacado e com uma toalha em volta do pescoço mesmo com o calor que fez na madrugada de quarta no Rio de Janeiro.

"Sobre o que aconteceu, não é desculpa, mas o Wagner passou mal no intervalo, teve febre. Ele precisou ser substituído, mas não foi isso o determinante na partida", declarou Zé Ricardo.

Na reapresentação, ao menos mais quatro outros jogadores apresentaram sintomas, o que ligou o alerta para a gravidade da situação. Quando o surto teve início, o vice-presidente médico, Celso Monteiro, estava fora do Brasil, mas passou a coordenar as ações e colher informações mesmo de longe.

Por conta do problema, o técnico Zé Ricardo ainda não tem previsão se poderá ou não contar com todos os jogadores a disposição para o clássico deste domingo, contra o Botafogo, no estádio Nilton Santos, que define uma vaga ou não para as semifinais da Taça Rio.

Em nota oficial, o Vasco detalhou o quadro atual:

"O Departamento Médico do Club de Regatas Vasco da Gama, através de seu Vice-Presidente, Doutor Celso Monteiro, esclarece que muito provavelmente um Enterovírus seja a causa dos sintomas de náuseas, vômitos e diarreia que debilitaram alguns atletas da equipe principal, além de membros da comissão técnica e da própria diretoria. Os jogadores que se queixaram deste mal-estar e tiveram sintomas de náuseas e vômitos mais significativos foram atendidos em um hospital para fazer hidratação venosa e exames laboratoriais, acompanhados de um infectologista. Como os resultados não indicaram alteração, foram liberados. O Departamento Médico ressalta que já tomou as providências necessárias para minimizar os efeitos deste surto, e a expectativa é de que, muito em breve, todos os profissionais estejam plenamente recuperados".

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