BID publica rescisão com Palmeiras, e Scarpa voltar a ter contrato com Flu

Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

  • Ale Cabral/AGIF

Pelo menos por enquanto, Gustavo Scarpa não é mais jogador do Palmeiras. O Boletim Informativo Diário (BID) da CBF publicou nesta sexta-feira (16) a rescisão do contrato com o clube. Com isso, ele deixa de ter condições de jogo para este sábado, diante do Novorizontino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista.

A entidade foi notificada pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que cassou nesta quinta-feira, em votação equilibrada (5 a 4), a liminar que desvinculava Scarpa do Fluminense. Cabe recurso da decisão, e a ação ainda será julgada definitivamente, mas, neste momento, o jogador volta a ter contrato válido com o Fluminense.

Horas depois da da rescisão com Verdão, o BID publicou a reativação do vínculo do meia com o Fluminense.

O clube carioca tem a opção de solicitar o retorno imediato de Scarpa ou cobrar a multa prevista em contrato, caso a situação se mantenha na Justiça. O caminho mais provável, no entanto, é um acordo entre as partes.

"Nós não esperamos a reapresentação do Scarpa, estamos buscando uma solução que seja satisfatória para todos os envolvidos no processo", disse Miguel Pachá, vice-presidente jurídico do clube, em entrevista ao canal Fox Sports.

O mérito do caso ainda vai ser julgado na primeira instância e pode liberar Scarpa. Alternativamente, o atleta pode recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para manter a liminar.

O clube tricolor, no fim da tarde de quinta-feira, se pronunciou sobre o assunto. "O Fluminense obteve, nesta quinta-feira, a cassação da liminar em mandado de segurança concedida ao atleta Gustavo Scarpa no TRT do Rio de Janeiro. A decisão do colegiado reativa o vínculo do jogador com o clube. Com isso, o processo volta ao trâmite normal na 70ª Vara do TRT. O Fluminense reafirma que lutará até o fim pelos seus direitos", divulgou o clube tricolor.

Na ação movida por Scarpa, o Fluminense informou que a multa rescisória do atleta era de R$ 200 milhões. Esse seria o valor que ele teria de pagar por deixar o clube caso o Tricolor vencesse a ação.

O Palmeiras se diz seguro por ter colocado uma cláusula no contrato que responsabiliza o jogador em caso de problemas na Justiça. Há advogados que questionam a validade dessa cláusula por entenderem que esta fere a Lei Pelé, que prevê que o clube que contratar um jogador é devedor solidário a ele.

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