"Canhota magnífica, mas muito lento": torcedores do Sevilla avaliam Ganso

Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

Azarão nas quartas de final da Liga dos Campeões, o Sevilla está nas nuvens após eliminar o Manchester United, em Old Trafford, e voltar a ficar entre os oito melhores times da Europa após 60 anos. Por outro lado, um brasileiro não foi convidado para a festa: Paulo Henrique Ganso, encostado de vez desde a chegada no fim de dezembro do técnico italiano Vincenzo Montella, contratado para substituir o argentino Eduardo Berizzo.

Diante deste cenário, o UOL Esporte ouviu em Manchester torcedores sevillistas a respeito da situação complicada vivida pelo ex-camisa 10 do São Paulo e do Santos.

"É bom jogador, acompanho a carreira dele desde que jogava no Brasil com Neymar", garante Candido Ruiz, que testemunhou na Inglaterra a noite histórica para o clube da Andaluzia. "Ele tem muita qualidade, uma canhota magnífica, capaz de jogar de primeira e colocar qualquer um na cara do gol, mas o vejo lento para o futebol europeu".

Ganso sequer foi relacionado para qualquer partida pela nova comissão técnica, que ainda cortou o brasileiro da lista de inscritos no torneio europeu.  A última atuação do meia aconteceu há quase três meses, ainda com o comando antigo, em 20 de dezembro de 2017 – foi titular e atuou por 64 minutos na derrota por 3 a 1 para o Real Sociedad, fora de casa, no Campeonato Espanhol.

Desde então, o Sevilla tentou negociá-lo com pelo menos três equipes do país, mas a possibilidade de contar com o jogador de 28 anos não animou Deportivo La Coruña, Celta de Vigo e Real Sociedad. "Talvez ele ainda possa jogar no futebol brasileiro, mas na Espanha ele nunca vai vingar", diz Andrés Ruiz, funcionário público que também fez parte da bela festa dos visitantes na casa do United. "A expectativa era por algo melhor. Ele tem muita qualidade, mas é muito devagar. Não gosto nem um pouco dele, e acredito que a minha opinião é a mesma de 99% da torcida".

Victor Alcazar, funcionário do ramo hoteleiro, corrobora o discurso. "Ganso tem arte, classe, mas o ritmo de jogo não é o adequado ao que acontece na Europa. Deveriam ter dado a ele mais oportunidades e minutos em campo, só que não houve muita margem para testes no Sevilla nessa temporada. Todos os jogos são muito importantes".

Contratado na metade de 2016 com vínculo de cinco anos por cerca de 9,5 milhões de euros (R$ 34,3 milhões na época), Paulo Henrique Ganso fez apenas 27 jogos em mais de um ano e meio na Espanha e marcou sete gols.

Além das quartas da Liga dos Campeões, o Sevilla fará a final da Copa do Rei com o Barcelona, no dia 21 de abril. No Campeonato Espanhol, ocupa a quinta colocação passadas 28 rodadas.

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