Estafe pede que PSG dê valorização financeira a Neymar após procura do Real

Marcus Alves

Colaboração para o UOL, de Lisboa (POR)

  • Chris Ison/PA Images via Getty Images

A comitiva do Paris Saint-Germain que esteve no Brasil recentemente para visitar Neymar e o seu instituto na Praia Grande, litoral de São Paulo, não se restringiu apenas ao presidente Nasser Al-Khelaifi e ao diretor de futebol Antero Henrique.

Conforme apurado pelo UOL Esporte, os dois foram acompanhados ainda pelo agente Pini Zahavi, responsável por viabilizar a ida do craque de 26 anos do Barcelona para o PSG em agosto. A sua missão, no entanto, não era somente diplomática: com trânsito livre com as duas partes, o israelense ouviu do lado brasileiro a pedida para uma valorização financeira diante da procura escancarada do Real Madrid para contratá-lo a partir de julho.

O presidente dos espanhóis, Florentino Pérez, já entrou em contato e conversou com o pai do jogador sobre o assunto.

Esse foi um dos motivos que fez com que Zahavi se reunisse com advogados de Neymar no Hotel Emiliano, na região dos Jardins, em São Paulo, na semana passada. A continuidade do atacante no Parque dos Príncipes se encontra na balança depois do adeus prematuro nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

O PSG nega oficialmente que tenha havido qualquer solicitação de aumento, porém, pessoas ligadas ao atleta confirmam que, embora a sua permanência não dependa disso neste momento, foi feita uma consulta e existe o desejo por uma reavaliação nas cifras.

O 'desatador de nós'

A articulação em conjunto de Zahavi, que acontece em paralelo com a definição do futuro de seu novo cliente, Lewandowski, do Bayern de Munique, tem como objetivo fazer jus à sua fama no mercado: o empresário de 74 anos não é mais considerado o melhor do mundo, no entanto, segue sendo o mais eficiente quando a tarefa é "desatar nós", dizem interlocutores.

A sua relação com a família Neymar é de longa data e também contribui para apaziguar eventuais desencontros entre as partes neste momento.

Quando o craque ainda atuava pelo Santos, o parceiro do iraniano Kia Joorabchian, seu sócio no fundo de investimentos MSI no Corinthians, costumava frequentar o camarote do Grupo Sonda na Vila Belmiro. A partir dali, desenvolveu uma relação com o pai do atacante que quase conduziu o seu filho para o Chelsea.

Hoje, ela assumiu caráter comercial e inclui a intermediação de contratos de patrocínio em mercados como o asiático.

A amigos, segundo ouvido pelo UOL Esporte, Neymar diz ter vivido "cinco anos em apenas cinco meses" em Paris.

O assunto Real Madrid é sempre tratado com cautela. Por um lado, o brasileiro toma o cuidado de não descartar um clube que é possivelmente o mais tradicional do futebol europeu. Por outro, trabalha para não demonstrar qualquer intenção de romper o contrato com o PSG, que pagou em 222 milhões de euros pela sua multa rescisória, maior transação da história do futebol.

Essa não foi a primeira vez que os franceses fazem um mimo à sua estrela.

Em novembro, acompanhado do ex-lateral e atual dirigente Maxwell, o português Antero Henrique também veio até o seu instituto, posou para fotos e conheceu a estrutura do local. A presença de Al-Khelaifi agora ao seu lado não se tratou, como divulgado, de uma mera cortesia e preocupação com a recuperação da fratura no pé direito após cirurgia realizada em Belo Horizonte.

O contrato de Neymar com os parisienses tem validade até 2022 e não prevê nenhuma multa rescisória para a sua liberação.

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