Suspeito de envolvimento em prostituição na base do Independiente é preso

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução Instagram

    Base do Independiente foi palco de esquema de prostituição de garotos

    Base do Independiente foi palco de esquema de prostituição de garotos

O escândalo de abusos sexuais nas categorias de base do Independiente teve um novo capítulo neste sábado com a prisão do árbitro Martín Busto. Ele está entre os quatro suspeitos  de pagar por sexo com garotos entre 14 e 16 anos.

O jornal Clarín informou que a captura ocorreu depois que policiais rastrearam o celular do juiz, que foi encontrado em General Pacheco, cidade da província de Buenos Aires. Busto afirmou que iria se entregar, mas era uma tentativa de enganar a polícia porque os endereços passados estavam errados.

O caso dos abusos sexuais foi revelado na quarta-feira à noite. A denúncia que deu início as investigações partiu do coordenador da base do Independiente, Fernando Berón. Ele foi informado pelos psicólogos do clube que um garoto de 14 anos das categorias de base contou, aos prantos, que estava se prostituindo. A pessoa que aliciou o adolescente era um atleta do time juvenil de 19 anos.

Berón procurou a polícia que começou a apuração. O esquema estaria em vigência havia quatro meses. De acordo com a investigação, cerca de 20 garotos foram levados para um apartamento de luxo de Palermo, um dos bairros mais nobre de Buenos Aires, para fazer sexo com quatro homens. Eles recebiam mil pesos por programa (R$ 160).

Até o momento, três vítimas foram identificadas, mas os policiais acreditam que existam mais garotos aliciados. Há inclusive suspeita de que os abusos sexuais ocorressem em outros clubes.

Divulgação

Psicólogos estão trabalhando junto como os policiais no momento dos depoimentos das vítimas. O caso comoveu a Argentina pela gravidade da situação e porque os clubes investiram muito para melhorar a infraestrutura das categorias de base, além de contratarem preparadores físicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos.

Contraponto

O árbitro disse que é inocente em sua última manifestação pública. "Não tenho nada a ver com uma organização que trata (de menores) como estão dizendo". Ele não quis falar mais por orientação dos advogados.

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