Inter investe R$ 2,5 milhões em CT após treinos 'sem água e sem luz'

Marinho Saldanha e Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Divulgação/Inter

    Vestiário do CT do Inter após reformas do local em Porto Alegre

    Vestiário do CT do Inter após reformas do local em Porto Alegre

Foi D'Alessandro quem revelou na semana passada: o Inter chegou a treinar sem água e sem luz no CT Parque Gigante em 2017. Ciente da situação precária do local, a direção iniciou reforma que movimenta R$ 2,5 milhões.

Foram gastos pesados em melhorias na academia, nos setores de fisioterapia e fisiologia, com equipamentos, acessibilidade e estrutura. O espaço do refeitório também foi ampliado e a chegada e saída facilitadas.

Até mesmo a estrutura de imprensa migrou. Antes improvisada em um restaurante que servia no passado como salão de festas para os sócios do Parque (ambiente com piscinas, academia, quadras de futebol aberto para sócios em modalidades do clube), o local de entrevistas diárias dos jogadores foi deslocado momentaneamente ainda em 2017 à área onde funcionava uma churrascaria - dentro do mesmo complexo. Ao fim da reforma, a sala de coletivas ganhará endereço definitivo.

Divulgação/Inter

Conforme apurou o UOL Esporte, o Centro de Treinamentos do Inter estava em péssimas condições. As falhas estruturais ocorreram porque o Parque Gigante não estava, inicialmente, preparado para se transformar em um CT. O Internacional treinava no Beira-Rio, em campos auxiliares, até as reformas que prepararam o estádio para a Copa do Mundo. O Parque, àquela altura, estava pronto apenas para ser local de divertimento de associados. A migração ocorreu em 2012 e em caráter temporário. Desde então, pequenos ajustes foram sendo realizados para melhorar as práticas diárias. As adaptações, no entanto, deixaram problemas.

Por estar dentro da sede social, o vestiário do Internacional sofreu falta de luz e água. Reflexos de um local de treinos que não é independente e precisa dialogar com outros setores do chamado Parque Gigante. O Inter garante que os serviços não foram interrompidos por falta de pagamento, mas justamente por essa conexão onde reparos são diários e muitas vezes sem ligação com a rotina do vestiário. Até mesmo um princípio de incêndio ocorreu, durante manutenção já no período de obras.

Os campos do CT também ganharam alguma atenção. Além do tratamento do gramado, já feito rotineiramente, estruturas de imprensa foram reformadas com a colocação de escadas, cadeiras e posição para câmeras. O local já sofreu repetidamente com alagamentos devido ao posicionamento - está às margens do lago Guaíba. 

Os ambientes internos é que sofreram a maior mudança. Espaços que visam dar mais conforto ao grupo de atletas e atender melhor recuperações e tratamentos necessários.

A expectativa é de encerramento absoluto das obras - com as inaugurações de novas salas - em breve. Enquanto isso, o clube também trabalha na construção de um novo espaço de treino, na cidade de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre. Está atrás de investidores para tocar um projeto ambicioso que contemplará treinamentos, concentração e toda estrutura esportiva ao grupo. 

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