Presidente diz que Santos perdeu "novo CT" da base para concorrente

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Ricardo Nogueira/Folhapress

    Santos resolveu comprar novo CT após se deparar com abandono do CT Meninos da Vila

    Santos resolveu comprar novo CT após se deparar com abandono do CT Meninos da Vila

O Santos ficou sem o novo CT para as categorias de base na vizinha cidade de São Vicente-SP. O presidente do clube, José Carlos Peres, revelou que a proposta de compra do clube paulista de R$ 43 milhões parcelados foi rejeitada. A AFC, associação sem fins lucrativos que atende funcionários da Usiminas, vendeu o local para uma empresa de logística por R$ 40 milhões à vista.

A ideia do Santos era pagar R$ 20 milhões à vista e o restante parcelado em três anos, mas a associação da Usiminas preferiu vender para a TRX.

"Santos não colocaria um centavo. Queríamos trazer prato pronto para aprovação (do Conselho), mas já foi vendido por R$ 40 milhões à vista. Nossa oferta era de R$ 20 milhões de sinal por uma empresa, com empreendimento lá, um shopping, e isso que aconteceu. E agora não terá negócio", disse Peres, em reunião do Conselho Deliberativo.

A diretoria santista pretendia transferir a categoria de base e o futebol feminino para o local, pois a área tem cerca de 280 mil m². O CT Meninos da Vila e o Rei Pelé, por exemplo, possuem entre 30 mil e 40 mil metros quadrados.

Nem a proposta de expor sua marca no uniforme santista convenceu a Usiminas. O Santos ainda propôs outras parcerias: como utilizar os aços da empresa nas construções do clube, incluindo o novo CT, lojas, naming rights e backdrops e até peneiras para filhos de associados da AFC.

A ideia surgiu entre os dirigentes santistas após o presidente José Carlos Peres encontrar o CT Meninos da Vila abandonado, como revelou o UOL. Até galinheiro havia no local.

Com o problema exposto no CT Meninos da Vila, a diretoria do Santos entende que as categorias de base precisam de investimentos e estruturas melhores, pois dão fruto para o clube dentro e fora de campo. Segundo eles, são R$ 100 milhões de receita por ano com venda de atletas e recebíveis por ser clube formador (mecanismo de solidariedade da Fifa), e "apenas" R$ 15 milhões de investimento anual.

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