Aguirre elogia elenco, mas diz que seria "importante" reforços no São Paulo

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Daniel Vorley

    O técnico do São Paulo, Diego Aguirre

    O técnico do São Paulo, Diego Aguirre

Há menos de um mês à frente do São Paulo, Diego Aguirre faz uma análise do elenco que tem à disposição e de todas as competições que vai disputar na temporada. De olho nas disputas do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil, e da Copa Sul-Americana, o treinador uruguaio elogia a qualidade dos jogadores do Tricolor, mas destaca a importância de o time ser reforçado. Nesta quarta-feira, em Curitiba, pelo mata-mata da Copa do Brasil, a equipe paulista enfrenta o Atlético-PR.  

"Acho que o São Paulo tem muitos bons jogadores, e estamos bem. Mas também seria importante, com tantas competições, poder contratar algum outro jogador. Mas só se ele tiver plenas condições de ser um jogador melhor do que os que temos. Diretoria está avaliando algumas possibilidades, mas isso vamos saber com o tempo. Também vamos saber com os jogos de amanhã [quarta-feira] e da semana que vem, quando vamos ter mais certezas. Essa sim vai ser uma semana de definições", disse Aguirre, em entrevista à Espn Brasil.

Nesta semana, o Tricolor contratou o atacante Gonzalo Carneiro. Aos 22 anos, o jogador uruguaio é considerado uma das principais promessas do país. No entanto, ele ainda não atuou nesta temporada, pois se recupera de pubalgia. A previsão é de que ele esteja à disposição de Diego Aguirre em cerca de três semanas.  

"Ele [Carneiro] teve o problema da lesão, mas isso já ficou para trás. Agora, estamos ajudando ele para que talvez daqui a um mês esteja pronto para poder jogar", afirmou Aguirre, que voltou a contar com o meia Cueva, que voltou da seleção peruana.

"O Cueva é um jogador importante. Tem que estar preparado para a hora que precisarmos para jogar. Tem que demonstrar em cada jogo, porque para nós não importa o nome, importa o rendimento. Importa como treinam cada dia, e cada jogador ganha um lugar no time. Tomara que o Cueva esteja bem, mas vai depender dele, assim como todo jogador. Tem que justificar na hora do jogo, porque há condições para jogar e para ser titular no time", explicou Aguirre.

Um jogador que chamou a atenção nas últimas semanas foi Liziero. O jovem ganhou uma oportunidade com o treinador uruguaio e se firmou entre os titulares. Nesta quarta-feira, ele deve atuar mais uma vez no lugar de Petros.

"O Lizieiro é uma grata surpresa. Jogador que eu não conhecia, que se incorporou faz pouco tempo, e ele mostrou um nível de jogo e uma personalidade, uma determinação para jogar que me deixou feliz porque acho que nós ganhamos um jogador. É menino, mas está pronto. Tem qualidade e acho que vai ajudar muito, porque também pode jogar em mais de uma posição", destacou Aguirre, que ainda tem confiança em Diego Souza mesmo após a atuação ruim na semifinal com o Corinthians.

"Diego está trabalhando, está tentando ganhar um lugar no time, e isso que posso falar. É um jogador que trabalha bem, não temos nenhuma dificuldade. Somente que tem que encontrar ou aproveitar melhor suas oportunidades. Mas está sofrendo um processo de adaptação também de estar no São Paulo, mas isso faz parte."

No jogo desta quarta-feira, o São Paulo deve utilizar pela primeira vez o sistema de três zagueiros. Aguirre espera reforçar a defesa do time e dar mais liberdade para os jogadores de criação com tal formação. Rodrigo Caio, Arboleda e Bruno Alves devem ser os escolhidos para começar o time entre os defensores.

"As próximas etapas são melhorar jogo a jogo. Algumas coisas boas que eu percebi do time temos que voltar a fazer. O time tem que ser forte defensivamente, e a partir daí construir um time que jogue, que seja protagonista. O São Paulo tem que ser protagonista. Mas penso que os times têm que se arrumar de trás para a frente. Temos conseguido uma fortaleza que acho boa, mas não fiquei contente com o que o time fez na hora de atacar. Faltou resposta, os desempenhos podiam ser melhor, deveriam ser melhor, e estamos trabalhando para isso. Depende do nível que os jogadores mostrem, e cada jogo é uma oportunidade. Eles têm que demonstrar no campo que estão à altura para serem titulares do São Paulo, que é uma coisa difícil por causa de toda a pressão."

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