Maradona declara apoio a Lula, chama Temer de traidor e pede união latina

Do UOL, em São Paulo

  • Facebook/Diego Maradona

Diego Maradona opinou sobre o noticiário do Brasil. Diante do pedido de prisão do ex-presidente Lula, o argentino manifestou apoio ao petista, tratou o presidente Michel Temer como "traidor" e disse que a movimentação política na América Latina é um "joguinho" de Donald Trump.

"É uma loucura. O povo brasileiro não pode apoiar que uma pessoa honesta como Lula da Silva seja visto como corrupto número 1, enquanto o traidor Michel Temer foi acusado e poupado", afirmou o ex-jogador ao jornal Clarín, da Argentina.

Não é novidade que o campeão do mundo de 1986 é um dos apoiadores de Lula no cenário internacional. Em janeiro deste ano, Maradona já havia publicado uma foto com a camisa da seleção brasileira, o nome do ex-presidente e o número 18, referência à campanha que Lula fazia para disputar as próximas eleições.

"Agora esse é o joguinho de Donald Trump. Parece que aqui estamos vivendo momentos perigosos. Querem enganar Cuba e Venezuela, a Argentina já foi enganada, Paraguai também... Só faltava o Brasil", lamentou Diego, que também manifestou apoio ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

"Eu o vejo forte, falei com ele. Está bárbaro. Ele me disse para comemorar o título [Maradona é treinador do Al Fujairah, dos Emirados Árabes] na Venezuela. Quero ir para a Venezuela, Brasil, Nicaragua... Viva a Argentina, viva a Venezuela, viva o Brasil!", completou.

Por outro lado, Maradona voltou a criticar duramente o presidente de seu país, Mauricio Macri. "Me faz muito mal que o presidente, em vez de se colocar ao lado do povo, se põe ao lado de Trump. A qualquer hora, vão tirar nossa bandeira e colocar a dos EUA", disse o ex-jogador.

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