Galiotte esquece perfil "conciliador" e ganha força ao peitar Globo e FPF

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

    Galiotte acena para a torcida durante treino aberto no Allianz Parque

    Galiotte acena para a torcida durante treino aberto no Allianz Parque

Marca de seu primeiro ano de gestão, o perfil conciliador tem sido deixado de lado por Maurício Galiotte em 2018. Às vésperas de brigar pela reeleição, o presidente do Palmeiras tem ganhado força entre conselheiros e torcedores por peitar antigos parceiros que geraram insatisfações, como a Federação Paulista de Futebol e o Rede Globo.

O melhor exemplo recente para isso é a derrota para o Corinthians na final do Paulista, em pleno Allianz Parque. Revoltado, o dirigente detonou a arbitragem e a FPF e conseguiu desviar todo o foco do revés para o pênalti em cima de Dudu que foi cancelado.

Esse era o último título que ele poderia conquistar antes das eleições programadas para o fim de outubro. Ainda naquela final, tirou todo o time de campo (até os gandulas) na hora de receber a premiação de vice-campeão. Depois, vetou oito jogadores e o técnico de irem à festa do Paulistão para receber os prêmios individuais.

A reação foi imediata. Conselheiros e diretores elogiaram a bravura do dirigente e manifestaram apoio das mais diversas formas, uma delas uma carta que pedia rompimento total com a FPF. Nas redes sociais, vários torcedores que antes o chamavam de adjetivos como "banana" passaram a elogiá-lo pelas atitudes.

Antes disso, Galiotte já tinha dito não a quem sempre ouviu sim. A Globo tentou impor um contrato com cláusulas que reduziriam o valor a receber por conta do acordo para TV fechada com o Esporte Interativo. Conseguiu convencer o Santos, mas recebeu uma negativa do Palmeiras.

A notícia foi a senha para mais uma série de elogios ao presidente. Se antes era comparado a Arnaldo Tirone pela falta de pulso, depois, passou a ser elogiado como o "único que tem coragem de enfrentar o sistema".

Galiotte ainda vetou a tentativa da Adidas de renovar seu contrato por um valor menor do que o que já pagava ao clube e acertou com a Puma, quebrando uma parceria que já durava mais de dez anos.

No início de sua gestão como mandatário, Galiotte gostava de dizer que era apaziguador. Tentou acalmar o ambiente político do clube, se reaproximou da torcida organizada e reabriu relações com o São Paulo e WTorre.

Quando vice de Nobre, também era o responsável por acalmar as crises criadas com Crefisa, construtora e com conselheiros que sentiam contrariados com o perfil centralizador do ex-presidente. Foi assim, inclusive, que ganhou cada vez mais força no cenário até se firmar como candidato à frente de Genaro Marino, outro que sonhava com cargo.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos