Cruzeiro adia estudo, mas publicará contas para evitar infração à Lei Pelé

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

  • © Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

    Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, pode ser punido por infringir Lei Pelé

    Wagner Pires de Sá, presidente do Cruzeiro, pode ser punido por infringir Lei Pelé

A reunião do conselho deliberativo do Cruzeiro, na noite desta quarta-feira (25), para aprovar as contas de 2017 terminou em nova polêmica. O balanço financeiro não foi apresentado aos sócios e o fato poderia culminar em suspensão da atual cúpula. Mas o balanço será publicado para evitar a sanção.

A diretoria tem até 30 de abril, último dia útil do mês, para publicar o demonstrativo financeiro do último exercício (2017) e o fato requer aprovação dos conselheiros, conforme estatuto do clube. Caso não ocorra a divulgação, há infração do artigo 46-A da Lei Pelé.

Este trecho diz que os clubes têm obrigação de "elaborar e publicar, até o último dia útil do mês de abril, suas demonstrações financeiras na forma definida pela Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, após terem sido auditadas por auditores independentes". Caso contrário, há possibilidade de "inelegibilidade, por cinco anos, de seus dirigentes para cargos ou funções eletivas ou de livre nomeação em qualquer entidade ou empresa direta ou indiretamente vinculada às competições profissionais da respectiva modalidade desportiva". As sanções seriam aplicadas a Wagner Pires de Sá, presidente do clube, e seus subordinados.

O problema é que Zezé Perrella, presidente do conselho deliberativo, se recusou a mostrar o balanço aos associados. Ele alega que houve divergências nas análises feitas pelas duas auditorias externas.

Ao saber que a ação de Perrella pode culminar em sanção, Wagner Pires de Sá, atual presidente do Cruzeiro, solicitou divulgação do balanço financeiro. O senador disse aceitar o fato, mas exigiu nova reunião em 30 dias.

A expectativa, portanto, é que haja a publicação das contas do Cruzeiro referentes a 2017 nos próximos dias, mesmo que sem aprovação do conselho. O fato também pode gerar punição ao atual mandatário do clube.

Segundo pessoas que estiveram na reunião, um dos balanços teria apresentado superávit de R$ 30 milhões. O documento, todavia, não foi entregue aos presentes no encontro.

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