Galiotte reforça opinião sobre "Paulistinha" e vê TJD desinteressado

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras

A briga judicial entre Palmeiras e Federação Paulista de Futebol (FPF) ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, dia no qual o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) rejeitou o pedido de impugnação feito pelo clube, que denuncia a interferência externa na final do Campeonato Paulista. Minutos antes da decisão, o presidente Mauricio Galiotte se manifestou e reclamou da condição do caso.

Em entrevista concedida nesta tarde à Fox Sports, o executivo palmeirense questionou o "interesse" do tribunal no caso e manteve a dura crítica feita à organização da competição em que foi vice-campeão neste ano – o Corinthians terminou com a taça do estadual após vencer o Palmeiras nos pênaltis, depois de triunfar por 1 a 0 no Allianz Parque.

"Falei Paulistinha e mantenho a minha posição. Aquilo que ocorreu naquele jogou perdeu a credibilidade. As pessoas não têm interesse em julgar", reclamou o presidente palmeirense.

"A forma com o que o TJD atua neste caso é muito curiosa. Não denunciou a interferência externa, não denunciou os membros da arbitragem por inúmeras infrações: uso de celular no gramado, delegado falando com a arbitragem. Foram fatos comprovados por fotos e vídeos. Aí o tribunal encerra o inquérito em sete dias, com várias evidências e contradições, isso é muito curioso", acrescentou.

Galiotte acabou denunciado pelo TJD pelas declarações dadas após a decisão no Allianz Parque. Depois do vice-campeonato, o presidente classificou o campeonato como "Paulistinha" e atacou a equipe de arbitragem que trabalhou no clássico contra o Corinthians.

O discurso inflamado acabou enquadrado no artigo 258, parágrafo 2º-II, que fala em "assumir conduta contrária à disciplina e à ética desportiva" e "desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões".

O presidente, convocado para depor no próximo dia 7, adiantou que não comparecerá ao tribunal. "Não irei à sessão do julgamento. A forma com que o tribunal tem atuado é com total forma de interesse de apurar a verdade, não merece a minha presença no tribunal", encerrou Galiotte.

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