Após suspender Galiotte, TJD denuncia também diretor jurídico do Palmeiras

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras

    Como no caso de Galiotte, Palmeiras não deve enviar advogado ao TJD

    Como no caso de Galiotte, Palmeiras não deve enviar advogado ao TJD

A procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) denunciou nesta quarta-feira (23) o diretor jurídico do Palmeiras, Alexandre Zanotta, no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em "assumir conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva". O julgamento está marcado para a próxima segunda (28).

Zanotta, por meio de nota oficial do clube, criticou o TJD em 10 de maio, em reação a uma entrevista do presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, ao jornal "O Estado de S. Paulo". O diretor palmeirense disse que a FPF queria "engavetar o quanto antes" o caso sobre a suposta interferência externa na arbitragem na final do Campeonato Paulista.

Recentemente, o TJD suspendeu o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, por 45 dias, também por declarações críticas. O mandatário havia chamado o campeonato de "Paulistinha" e dito que o torneio estava "manchado" logo após a final contra o Corinthians, perdida nos pênaltis após polêmica de arbitragem.

Assim como fez no caso de Galiotte, o Palmeiras não deve mandar nem sequer um advogado para o julgamento de Zanotta. O entendimento é que o diretor jurídico do clube não está na jurisdição do tribunal paulista. Uma possível suspensão, aliás, teria efeitos práticos quase nulos para ele, como não frequentar vestiários em dias de jogo.

Já em 4 de junho, o Pleno do TJD vai julgar o recurso do Palmeiras sobre o pedido de impugnação da final do Paulista. A ação inicial foi arquivada sem o julgamento do mérito pelo presidente do tribunal, Antônio Olim, que alegou que o clube havia perdido o prazo de dois dias para entrar com a ação.

O Palmeiras contesta essa versão e recorreu também ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que negou o mandado de garantia pedido pelo clube até que o Pleno do TJD tome uma decisão sobre o tema. Após a sessão de 4 de junho, o Palmeiras poderá acionar novamente o STJD, se for o caso.

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