Quase sem Autuori, Flu busca substituto no mercado e "sobrecarrega" Abel

Leo Burlá e Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • LUCAS MERÇON/FLUMINENSE F.C.

    Abel Braga e Paulo Autuori têm boa sintonia no dia a dia do Fluminense

    Abel Braga e Paulo Autuori têm boa sintonia no dia a dia do Fluminense

O Fluminense já sabe que o diretor esportivo Paulo Autuori não seguirá o seu trabalho no clube, e há a expectativa de que o adeus seja formalizado nesta quarta-feira (23), ainda que a cúpula tricolor tente fazer com que ele mude de ideia.

Já ciente de que deverá perder o profissional, o Fluminense mapeia as possibilidades. Antes o nome mais "quente" no clube, Rodrigo Caetano assinou com o Internacional e virou carta fora do baralho. Sem grandes alternativas disponíveis no mercado, o Flu quebra a cabeça para arrumar um substituto à altura e ainda estuda alternativas.

Sem o profissional, o fato é que Abel ficará sobrecarregado até o preenchimento desta lacuna. Nas Laranjeiras, há quem garanta que o bom momento do clube deve-se à presença dos dois no dia a dia. Respeitados, Abel e Autuori conseguem manter a situação sob controle no departamento de futebol. Sem um "para-raios" de peso, Abel terá de assumir o papel de gestor de questões que extrapolam o campo.

No último domingo (20), o técnico já deu claros sinais de que perderia o parceiro. Após a vitória sobre o Atlético-PR, o treinador criticou toda a ebulição que toma conta do Tricolor.

"Tinha o Alexandre Torres, veio o Paulo. A gente não sabe se ele vai sair. Se sair, terá de vir outro profissional, há outros bons no mercado. Eu fico me perguntando, sinceramente, qual é o nosso rumo? Não podemos responder só no campo. Tem de sentir segurança em quem comanda. O momento é difícil", disse o treinador.

Autuori sente saudades de voltar a dirigir um clube como treinador. No Brasil, essa hipótese é remota, mas ele avalia a possibilidade de sair do país. Alguns episódios minaram a paciência do diretor, que ficou incomodado com o vazamento de informações da negociação com o atacante Kleber Gladiador, além de ter demonstrado contrariedade com atrasos salariais.

A tentativa de interferência de diretores amadores também incomoda, mas ele sempre conseguiu blindar o grupo da guerra política que rachou o clube. Frustrou ainda a impossibilidade de tocar projetos que tinha alinhavado com o ex-CEO Marcus Vinicius Freire, outro que deixou o Fluminense recentemente.

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