Em meio a impasse sobre Dedé, Mano critica postura da CBF: "inaceitável"

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Divulgação/Cruzeiro

    Treinador não gostou da postura da CBF e aguarda para saber se poderá utilizar Dedé

    Treinador não gostou da postura da CBF e aguarda para saber se poderá utilizar Dedé

Incluído na lista de jogadores suplentes do técnico Tite para a Copa do Mundo, o zagueiro Dedé ainda não sabe se poderá entrar em campo neste domingo, contra o Santos. Monitorando a situação, o Cruzeiro aguarda uma resposta da CBF para saber se terá condições de escalar o zagueiro para o duelo no Pacaembu. No meio desse impasse está Mano Menezes, claramente insatisfeito com a entidade máxima do futebol brasileiro.

"Hoje é sexta e ainda não sabemos se vamos poder utilizar um jogador importante como é o Dedé, porque ainda não temos uma posição da Confederação Brasileira, que me parece que tem chance de acontecer até as 15 horas de hoje. E que se não vier, não vamos poder utilizar o jogador na rodada. Algo, eu diria, inaceitável, para tantas informações como temos hoje, em todos os segmentos. São coisas inaceitáveis", comentou o treinador nesta sexta-feira.

De acordo com as normas da Fifa, todos os 12 jogadores pré-inscritos na lista para a Copa do Mundo deverão se ausentar dos jogos e iniciar um período de descanso que começou na última segunda-feira. A Conmebol enviou um ofício e conseguiu uma liberação para os clubes que disputam a Copa Libertadores (assim, Dedé esteve liberado para pegar o Racing). Porém, o mesmo não foi feito pela CBF, o que coloca em risco a participação do jogador celeste.

Além da incerteza sobre Dedé, o Cruzeiro e outros clubes brasileiros ainda aguardam o posicionamento final da CBF sobre a viabilidade de realizar a sétima rodada do Brasileirão. A entidade monitora aeroportos e companhias aéreas que estão com restrição para o abastecimento das aeronaves (devido à greve dos caminhoneiros), o que poderia causar o cancelamento de voos e atrapalhar a logística das equipes visitantes. Mano também comentou sobre o assunto:

"Eu diria que é frustrante. Você pensar que uma coisa bem previsível como essa, que não está acontecendo da noite para o dia, tenha uma dificuldade tão grande de ser resolvida. Ainda mais em um segmento tão vital para o nosso dia a dia. É preocupante para a nossa área também, pois temos incertezas. Mais incertezas que o normal", pontuou.

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