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Mano negou Bruno Henrique antes de sim a T. Neves no Cruzeiro: "É decisivo"

Douglas Magno/AFP Photo
Thiago Neves (à esquerda) celebra gol do Cruzeiro na Libertadores Imagem: Douglas Magno/AFP Photo

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

2018-05-26T04:00:00

26/05/2018 04h00

Bermuda, chinelo e óculos escuros. Com esses trajes, Mano recebeu a notícia de que poderia contar com Thiago Neves no Cruzeiro. Durante as férias de 2016, o técnico curtia o descanso ao lado da esposa Maria Inês ao receber a ligação de Bruno Vicintin, então vice de futebol do Cruzeiro, para falar sobre o atleta.

A chamada telefônica que tratou a aprovação do craque por parte da comissão técnica não foi a primeira, bem longe disso. Antes de citar o nome do atual camisa 30 da Raposa, ao menos outros cinco jogadores estiveram em pauta. Entre eles, um agrada ao comandante - Bruno Henrique, hoje no Santos. À época, contudo, o gaúcho recusou a contratação do atacante que estava no futebol europeu.

Mano alegou à diretoria que o atleta com passagens por Uberlândia, Itumbiara, Goiás e Wolfsburg-ALE não se encaixaria na forma de jogar da equipe à época.

Depois de algumas recusas, o técnico escutou o nome que o agradaria. Jogando pelo Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, Thiago Neves era o reforço perfeito para a equipe. A forma de jogar do armador era exatamente o que ele pensava para o Cruzeiro.

O "sim" à diretoria foi imediato. Sem titubear, ele aprovou a contratação do meia-atacante logo no primeiro telefonema.

"Eu me lembro que, na temporada passada, estávamos montando o grupo para iniciar e, quando o treinador sai de férias, você trata a maioria das coisas por telefone. Eles me perguntaram 15 opções de contratação e eu já tinha dito 15 nãos. Quando veio a 16ª, era o Thiago Neves. E eu respondi imediatamente no telefone que esse sim", disse aos risos em entrevista ao UOL Esporte.

"Acharam muito engraçado, mas é porque esse sim. Esse é testado, decisivo, um monte de coisa que realmente significa acréscimo. Ele fez uma ótima temporada no ano passado, está fazendo de novo. E esse é o tipo de jogador, juntamente com outros, que faz a diferença na hora que a gente precisa", acrescentou.

"Mano percebeu que a escolha surtiu efeito no decorrer da primeira temporada. Em 57 partidas, marcou 17 gols, deu 14 assistências e cobrou o pênalti decisivo na final da Copa do Brasil, contra o Flamengo. Em 2018, ele segue como um dos artilheiros da equipe, com nove bolas na rede e dois passes para os companheiros.

Os números e a capacidade decisiva fazem que Mano o veja como o termômetro. "Concordo [que o Thiago Neves é o termômetro do time]. O Thiago é importantíssimo no nosso trabalho", concluiu.

Neste domingo (26), às 16h (de Brasília), Thiago Neves volta a campo contra o Santos, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Ele será titular do time no jogo que ocorre no Pacaembu.

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