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Eficiência de Sidão para repor a bola vira trunfo do invicto São Paulo

Ale Cabral/AGIF
Sidão virou destaque do São Paulo neste início de Campeonato Brasileiro Imagem: Ale Cabral/AGIF

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

29/05/2018 04h00

Sidão chegou ao São Paulo com uma indicação de peso. Ninguém menos do que Rogério Ceni, um dos principais ídolos da história do clube, havia pedido a contratação do goleiro no fim de 2016. Entre as características destacadas pelo ex-arqueiro e hoje treinador do Fortaleza estavam a habilidade para jogar com os pés e o passe preciso para começar uma jogada. Neste Brasileirão, justamente na reposição, o camisa 12 chama a atenção pelo invicto Tricolor. 

"Eu tenho uma facilidade para bater na bola por conta do trabalho. Ninguém fica bom em algo sem treinar bastante. É algo que eu treino muito. Então, dentro do jogo procuro executar o que treino, que é achar o passe. Não é chutar a bola para frente como muita gente faz. É tentar direcionar a bola para algum jogador do meu time. Muitas vezes quando o cara está sozinho, esse passe sai bem executado e a gente consegue manter a posse de bola. A gente já não está jogando tão curto, quanto antes. Estou usando muito bola de média para longa, e isso é uma das coisas que eu consigo fazer bem", disse Sidão.

Após a vitória por 3 a 1 fora de casa sobre o América-MG, em Belo Horizonte, neste domingo (27), ele lidera o ranking de reposição de bolas certas no nacional, segundo o Footsats, com 53% de aproveitamento (58 acertos). Jandrei (da Chapecoense) é o segundo e Julio Cesar (do Fluminense), o terceiro.

"Nós temos jogadores inteligentes, que conseguem se movimentar em partes estratégicas do campo. A gente tendo uma boa visão consegue achar esses caras em boa posição e acaba executando um bom passe, uma boa reposição. Acho que isso é um trabalho coletivo. Não dá para achar bom passe com jogador estático, parado, marcado, porque fica difícil completar esse passe. Com os jogadores que nós temos, que se movimentam bem e procuram o espaço vazio, onde a gente possa fazer esse passe, facilita", explicou Sidão.

Na realidade, o goleiro começou a trabalhar mais com a bola nos pés quando jogou no Audax, entre 2013 e 2016. Na época, ele foi treinado por Fernando Diniz, conhecido por priorizar o toque de bola e por obrigar os arqueiros a participarem da construção das jogadas.  

"Começou no Audax a se destacar esse quesito, e a partir de lá chamou a atenção do Rogério. Até porque era algo que ele [Rogério Ceni] fazia muito bem, com excelência. Isso me ajudou a estar aqui hoje e esses números são bons porque mostram que eu não mudei o meu jeito de jogar, minhas qualidades continuam e procuro aperfeiçoar o que tem para ser melhorado. Isso é bom. É legal saber que tem sido bem feito o trabalho", completou o camisa 12.

Único invicto e embalado por uma sequência de duas vitórias, o Tricolor enfrenta o Botafogo nesta quarta-feira, às 21h, no Morumbi. Sidão ainda vê possibilidades de melhorar o seu rendimento e de o São Paulo evoluir na competição. 

"Acho que o meu melhor momento ainda está por vir. Estamos em evolução, sempre melhorando, nunca pensando que está bom. Isso não é um pensamento meu, é coletivo. O nosso propósito é sempre melhorar. Falávamos de evolução e os resultados não vinham, por isso ficava difícil de acreditar nisso. Então, com os resultados surgindo fica mais fácil de acreditarem que a gente está evoluindo."     

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