Bigode fala em 'recuperar' Fabricio no Vasco. Lateral cogita deixar clube

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Paulo Fernandes / Flickr do Vasco

    Fabrício treinou nesta terça no Vasco após ausência na atividade de segunda

    Fabrício treinou nesta terça no Vasco após ausência na atividade de segunda

O quadro de abalo do lateral esquerdo Fabricio com as vaias, revelado pelo UOL Esporte e que fez o jogador cogitar deixar o Vasco, foi assunto durante a coletiva do técnico-interino Valdir Bigode nesta terça-feira. O auxiliar revelou que o atleta sequer apareceu no clube na segunda, disse que o caso está nas mãos da diretoria e falou em "recuperá-lo", embora não tenha o relacionado para a partida desta quarta, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Viajaram para Belo Horizonte os laterais esquerdos Henrique e Ramon.

"Eu nem conversei com ele ainda. Ele não treinou ontem, não estava no clube, ele chegou hoje. Falei: 'vai treinar?' E ele respondeu: 'Vou treinar'. Isso é coisa de diretoria. Se eles querem que ele fique, se ele quer ficar... Outra coisa é se ele sair desse quadro. Aí ele vai entrar na fila da recuperação. Vai recuperar o espaço dele. É isso que, se tiver a oportunidade, vou passar para ele. Já estive no lado de lá. Torcida é só emoção. Tem que vaiar. Entregou a paçoca, tem que vaiar", disse Valdir.

Bigode pediu apenas que o torcedor apoie Fabricio e os outros jogadores perseguidos ao menos durante os 90 minutos da partida.

O interino lembrou ainda do importante gol que o lateral fez nos acréscimos da semifinal do Campeonato Carioca contra o Fluminense que garantiu o Vasco na decisão. Na ocasião, ele estava mal na partida até realizar o feito.

"Ele estava mal, falou que estava mal, e botou o Vasco na final. Deu um chute improvável. Por que ele não pode acertar novamente? Torcida vai gritar: 'Fabrício', ele vai achar até que é sacanagem. Cabe a ele recuperar e a gente apoiar porque ele é jogador do Vasco", frisou.

O abalo de Fabricio aconteceu no intervalo da derrota para o Botafogo por 2 a 1 no último sábado, quando passou o primeiro tempo inteiro sendo fortemente vaiado em São Januário. No vestiário, muito abatido, revelou aos mais próximos o desejo de deixar o clube por conta da situação.

Ciente do estado psicológico do atleta, a diretoria ficou de chamá-lo para uma conversa nesta terça e a ideia, a princípio, é lhe passar apoio, mas uma saída amigável não está descartada caso ele mantenha a decisão de se desligar.

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