No Real, Rodrygo deve ganhar R$ 1,5 milhão em salário e R$ 43 mi de luvas

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Marco Galvão/FotoArena/Estadão Conteúdo

O Santos está próximo de fechar a transferência do atacante Rodrygo para o Real Madrid. O UOL Esporte apurou que, além das cifras milionárias para o clube, o jogador também tem atrativos financeiros significativos para aceitar ceder nas negociações e poder vestir a camisa do clube espanhol.

A proposta do Real envolve 4 milhões de euros por ano em salários (R$ 17,4 milhões), ou seja, 333 mil euros mensais (R$ 1,5 milhão). O maior valor, no entanto, está reservado para as luvas, montante adicional de bonificação recebido pelos jogadores pela assinatura do contrato. A fatia é de 10 milhões de euros (R$ 43 milhões).

Rodrygo assinou o primeiro contrato profissional em 21 de julho do ano passado, após novela que se arrastou por meses envolvendo, inclusive, uma possível saída para o Liverpool, da Inglaterra. O acordo foi acertado com aumentos salariais anuais, além de bonificações por metas alcançadas, moradia, estudos e ações de marketing para o jogador.

Os dirigentes santistas se reuniram com o estafe do atleta e já fizeram uma contraproposta aos espanhóis. A proposta, até o momento, é de 45 milhões de euros (R$ 196 milhões). O UOL Esporte informou no sábado que a diretoria alvinegra pedirá o valor total da multa rescisória, 50 milhões de euros (R$ 218 milhões), para fechar o negócio.

A questão passa por um jogo de números. O Santos quer o valor cheio da multa para não ser contestado pela torcida, já que o pagamento do montante deixa o clube, em tese, de "mãos atadas" no caso. Do outro lado, pelo mesmo motivo, Rodrygo também sai de bem com os torcedores.

O valor que cabe ao Santos, porém, já foi atingido na negociação atual. O clube tem, na melhor das hipóteses, 40 milhões de euros (R$ 174 milhões) para receber dos 80% dos direitos que possui - o jogador detém outros 20%.

Com os 45 milhões de euros do Real na mesa, o estafe de Rodrygo já topou abrir mão de 4 milhões de euros (R$ 17 milhões) para que o clube atinja sua cota máxima. Neste caso, o atacante ficaria com "apenas" 5 milhões de euros (R$ 21 milhões) da transferência - fora luvas e salário.

Para o presidente do Santos, a manobra é especialmente importante do ponto de vista político. Com a multa completa, José Carlos Peres não precisará da aprovação do Conselho Deliberativo para vender Rodrygo.

O dirigente ficou "preso" à sua palavra ao prometer que colocaria a venda do atacante em votação entre os conselheiros na última reunião, nesta semana, na Vila Belmiro. Se o Real Madrid pagar o valor completo, o cartola fugirá da votação.

O estafe de Rodrygo preferiu não comentar sobre os valores citados na reportagem, afirmando que ainda não sabe se o negócio com o Real Madrid será de fato concretizado.

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