Santos aguarda Ricardo Gomes para assinar contrato e adia reunião com Jair

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

  • Friedemann Vogel/Getty Images

    Futuro de Jair Ventura no Santos deve passar pelas mãos de Ricardo Gomes

    Futuro de Jair Ventura no Santos deve passar pelas mãos de Ricardo Gomes

O Santos está bem próximo de acertar a contratação de Ricardo Gomes para a função de diretor executivo de futebol – cargo que está livre desde a demissão de Gustavo Vieira de Oliveira, em fevereiro. Nos bastidores da Vila Belmiro, os dirigentes santistas alegam que só falta a assinatura contratual para que o ex-treinador de São Paulo, Botafogo e Vasco seja anunciado oficialmente.

Ricardo Gomes é esperado no litoral paulista para assinar contrato na manhã da próxima quarta-feira. A contratação do novo diretor de futebol influencia no futuro de Jair Ventura. O presidente José Carlos Peres e companhia pretendem ouvir Gomes antes de definirem a permanência ou a saída de Jair.

Por conta disso, a reunião com Jair Ventura que ocorreria nesta segunda-feira foi remarcada para a próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.

O ex-zagueiro também conhece muito bem o treinador do Santos, Jair Ventura. Os dois trabalharam juntos no Botafogo. Entre 2015 e 2016, Jair era auxiliar de Ricardo Gomes no clube do Rio de Janeiro.

O acordo com Ricardo Gomes será de um ano, com a opção de renovação por mais uma temporada. Ele ficará responsável pelo futebol profissional e pelas categorias de base do clube.

Hoje, o time conta com o também ex-jogador William Machado como gerente técnico, Sérgio Dimas como gerente administrativo e Diogo Castro como coordenador. O ex-zagueiro já trabalhou como dirigente no Vasco. Como treinador, Ricardo Gomes acumula passagens por Vasco, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Botafogo. No ano passado, ele foi demitido do Al-Nassr, da Arábia Saudita, e está agora desempregado. 

Jair promete não pedir demissão

Com o Santos apenas na 15ª colocação do Campeonato Brasileiro, Jair Ventura já deixou claro que não pedirá demissão e que seu emprego depende da diretoria santista.

"Por mim eu estaria garantido sempre, quero cumprir meu contrato. Não depende da minha pessoa, depende da diretoria. A gente sabe como é o futebol. É a situação de todos os treinadores do Brasil: trabalho em xeque até o próximo jogo. Tento ser a mesma pessoa sempre. Não depende de mim a minha permanência, não vou pedir demissão", afirmou o técnico após a vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, na última quarta-feira (13).

Se por um lado o Santos está mal no Campeonato Brasileiro, com apenas 13 pontos em 11 jogos, o mesmo não pode ser dito em relação às outras competições. Na Copa do Brasil, o time está classificado para as quartas de final e aguarda o confronto entre Cruzeiro e Atlético-PR para saber quem enfrenta. Na Libertadores, terá o Independiente, da Argentina, pela frente nas oitavas.

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