Coritiba costura acordo de dispensa com atacante Kléber Gladiador

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

  • Guilherme Artigas/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Kléber ao ser expulso contra o Bahia, em 2017: problemas iniciaram ali

    Kléber ao ser expulso contra o Bahia, em 2017: problemas iniciaram ali

O Coritiba está à espera da volta de Kléber "Gladiador" para que este assine uma rescisão com o clube após um acordo de quitação de salários até o final do contrato, previsto para dezembro deste ano. A oferta é de que o Coxa possa parcelar os salários restantes, cerca de 1,2 milhão de reais, e libere o jogador de seus vínculos com o clube.

Afastado pela diretoria por atos de indisciplina, Kléber não atua desde a final do Paranaense, na derrota para o Atlético-PR por 2 a 0. Depois daquele jogo, Kléber pediu para o Coxa o liberar para negociar com o Fluminense, o que foi aceito, sem previsão de indenização para o clube paranaense. Só que o Flu não fechou o negócio e Kléber voltou sem clima para seguir, colocado para treinar em separado.

O Coxa colocou o jogador no mercado e chegou a ouvir sondagens da Chapecoense, mas o negócio não evoluiu. Em paralelo, Kléber treinava em separado, já longe dos planos do técnico Eduardo Baptista, que se ressente de um atacante. O próprio jogador tomou a iniciativa de pedir o acordo de parcelamento dos débitos que têm com o Coritiba para ser liberado, mas viajou e ainda não acertou em definitivo os termos. Uma das pendências é a requisição do Coritiba de que, caso ele assine com outro clube até o final do ano, abra mão dos valores que receberia. Em tese, o Coxa poderia até pedir um ressarcimento pelos direitos econômicos do atleta, mas abriu mão colocando essa ressalva.

Kléber chegou ao Coritiba em 2015 e fez 91 jogos pelo clube, com 41 gols marcados. Disputou seis jogos e marcou um gol em 2018. No período, foi campeão paranaense em 2017, quando também foi o artilheiro da competição. Entre lesões e suspensões, acabou deixando o time na mão na reta final do Brasileirão 2017, quando o Coxa foi rebaixado. Ele havia cuspido no zagueiro Edson, do Bahia, e levou 14 jogos de suspensão.

Neste ano, protagonizou três episódios de indisciplina nos vestiários e na concentração do Coxa, que o levaram a um afastamento definitivo. A gota d'água foi a recusa em falar ao time na preleção da decisão do Paranaense, após o goleiro Wilson o repassar a palavra. Após a negociação frustrada com o Fluminense, não foi mais relacionado para jogos do Coxa.

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