Vendas de Wendel e Dourado "salvam" Flu, que fecha 1º trimestre no azul

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

  • Gilvan de Souza/ Flamengo

    Ida de Dourado para o rival Flamengo rendeu bom dinheiro para o Flu

    Ida de Dourado para o rival Flamengo rendeu bom dinheiro para o Flu

Em delicada situação financeira, o Fluminense não tem muitas alternativas a não ser negociar alguns de seus principais ativos. A estratégia pode até ser contestada, mas fato é que as vendas de Wendel, para o Sporting, e Henrique Dourado, para o Flamengo, foram fundamentais para que os tricolores respirassem um pouco mais aliviados no início do ano.

De acordo com as demonstrações financeiras do primeiro trimestre, o Flu fechou o período com um resultado positivo de R$ 4,3 milhões, número alcançado apenas com a transferências de dois de seus principais nomes na temporada passada. Apenas com as negociações de ambos, o Flu embolsou algo na casa de R$ 36 milhões, quase que a totalidade dos R$ 37,7 milhões oriundos deste tipo de receita neste espaço de tempo. Os direitos de transmissão também foram decisivos para o número, já que o clube levou outros R$ 37 milhões.

Não fossem as saídas, o Tricolor dificilmente fecharia com superávit nos três primeiros meses de 2018, visto que as receitas com bilheteria, patrocínios e programa de sócio-torcedor foram para lá de tímidas. Somadas estas três fontes, o Flu colocou nos seus cofres algo em torno de R$ 9,4 milhões.

O Flu fechou o ano passado com uma lanterna indesejada: a de clube com maior déficit no exercício entre todos os clubes da Série A do Brasileiro. De 2017 para cá, o clube viu sua receita cair cerca de R$ 59 milhões.

Divulgação
Wendel foi contratado pelo Sporting, de Portugal

Em comparação com os vizinhos do Rio, o Fluminense perdeu de longe para o Vasco (déficit de "apenas" R$ 22,9 milhões), e viu Flamengo e Botafogo terminarem com saldo positivo, com R$ 159 milhões e R$ 53,3 milhões, respectivamente. É provável que as medidas de adequação tomadas tenham resultado materializado no próximo balanço, quando o clube terá registrado uma queda nas despesas com o futebol, especialmente com a dispensa de oito jogadores, como Henrique e Diego Cavalieri.

A gestão do presidente Pedro Abad fez a dívida saltar de cerca de R$ 434 milhões para R$ 468,9 milhões, mas esse aumento, segundo a cúpula tricolor, deve-se a uma revisão das contas de 2016, essas ainda de responsabilidade de Peter Siemsen.

Para estancar a sangria, o Fluminense pretende atacar em três frentes emergenciais: adequação dos custos, reestruturação das dívidas cíveis e trabalhistas e incremento de receitas, conforme demonstrado no documento publicado.

Dentro das quatro linhas, o time começa a ser moldado pelo técnico Marcelo Oliveira. Nesta quarta, os titulares disputam jogo treino contra a Portuguesa. Recém-contratado, o atacante Luciano não deve estar à disposição, mas o zagueiro Digão provavelmente integrará a equipe na atividade.

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