Como ida de CR7 para Juventus mexe com o mercado automotivo mundial

Do UOL, em São Paulo

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    Cristiano Ronaldo assinou contrato de quatro temporadas com a Juventus

    Cristiano Ronaldo assinou contrato de quatro temporadas com a Juventus

A chegada do craque Cristiano Ronaldo à Juventus irá mexer também com o mercado automobilístico. A montadora Fiat, que faz parte do grupo que é sócio marjoritário do clube de Turim, espera por um 'boom' de vendas nos próximos anos,

Com a contratação milionária do jogador de 33 anos, a empresa italiana acredita que a exposição ajudará a alavancar os negócios que já estão em alta. Ao fim deste ano, a Fiat espera vender 1,9 milhão de automóveis, mais que o dobro de cinco anos atrás (730 mil unidades).

A expectativa é que a maior patrocinadora da Juventus chegue à marca de 3,3 milhões até 2022, ano que marcará o fim do contrato de Cristiano Ronaldo com o clube italiano.

"Eu posso ver o ajuste e onde ajudará a fortalecer as coisas", disse Chris Chaney, vice-presidente de estratégia da Fiat nos Estados Unidos.

De acordo com especialistas, a Fiat também poderá ter um enorme impulso publicitário caso, por exemplo, a Juventus volte a disputar a final da Liga dos Campeões nas próximas temporadas.

Alberto Lingria/Reuters
Marca Jeep estampa a camisa da Juventus

A marca Jeep, que é estampada na camisa da Juventus, é uma das marcas da Fiat Chrysler Automobiles NV. Ela é ligada à família Agnelli, sócia majoritária do clube e que também controla a Ferrari NV por meio de sua holding, a Exor NV. Andrea Agnelli, primo do CEO da Exor, John Elkann, é presidente da Juventus desde 2010.

O grupo trabalha nos últimos anos para alcançar o topo da Europa, já que no mercado interno, a equipe alvinegra se notabilizou como dominante – tanto financeiramente quanto no número de conquistas.

Nesta querta-feira, operários da montadora Fiat ameaçaram entrar em greve no próximo dia 15 devido à chegada de Cristiano Ronaldo. Em um comunicado, os trabalhadores mostraram descontentamento com a contratação milionária de 105 milhões de euros (R$ 471 milhões), anunciada pelo clube na última terça.

"É inaceitável que os trabalhadores continuem a fazer sacrifícios econômicos, enquanto a companhia gasta milhões de euros num jogador. Eles dizem às famílias para apertarem cada vez mais o cinto, e eles decidem investir tanto dinheiro num jogador", disse o sindicato em nota.

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