"Promessa" e falta de reposição explicam posturas distintas com Keno e Dudu

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Cesar Greco/Ag. Palmeiras

    Dudu renovou contrato com o Palmeiras até 2022 em março

    Dudu renovou contrato com o Palmeiras até 2022 em março

O Palmeiras recusou uma proposta de 15 milhões de euros (R$ 67 milhões) do Shandong Luneng, da China, pelo atacante Dudu e deu o assunto como encerrado, afirmando que o jogador não sai agora. Desta forma, evita a perda do segundo titular em apenas duas semanas, já que vendeu Keno no fim de junho para o Pyramids, do Egito. Uma "promessa" do camisa 7 feita no início do ano e a dificuldade para achar uma reposição imediata explicam a diferença de postura do clube com os dois jogadores.

Isso não quer dizer que o Palmeiras não tenha feito força para segurar Keno. O atacante, que já havia sido sondado no início do ano pelo futebol árabe, voltou a receber propostas, mas a intenção inicial era não se desfazer do atleta, titular com Roger Machado. Mas quando o time egípcio chegou ao valor de US$ 10 milhões (cerca de R$ 38 milhões) à vista, o alviverde entendeu que o lado financeiro compensava, por se tratar de um jogador de quase 29 anos e com 100% dos direitos pertencentes ao clube.

Além disso, pesou bastante o fato de o clube ter conseguido o retorno de Gustavo Scarpa, visto internamente como a reposição de Keno entre os titulares, apesar das características diferentes. O meia conseguiu se desvincular novamente do Fluminense na justiça e esteve próximo de aceitar uma oferta do futebol árabe, mas o Palmeiras superou a concorrência e fechou a volta do jogador, que está integrado novamente ao elenco.

Com Dudu, a situação foi diferente. O atacante de 26 anos é tido no clube como um jogador de patamar diferente do de Keno, por ter grande identificação com a torcida e ter sido decisivo nas conquistas da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileirão de 2016. Por isso, a diretoria só o liberaria caso tivesse uma reposição de mesmo nível "engatilhada" no mercado, o que não ocorreu.

Outro motivo foi o planejamento traçado entre Palmeiras e Dudu em janeiro, quando uma proposta de 13 milhões de euros do Changchun Yatai, também da China, já havia sido recusada. O jogador renovou contrato em março até 2022 e se comprometeu a ficar pelo menos até o fim de 2018. Já quando a temporada acabar, se houver novo interesse em Dudu, o Palmeiras entende que existe a possibilidade de vender o camisa 7 caso seja bom para o clube.

Nesta janela de transferências, além de Keno, o Palmeiras já vendeu o volante Tchê Tchê ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia, por 4,8 milhões de euros; o atacante Fernando ao Shakhtar Donetsk, também da Ucrânia, por 5,5 milhões de euros; e o lateral João Pedro, que estava emprestado ao Bahia, ao Porto, de Portugal, por 4 milhões de euros. Outros atletas, como Antônio Carlos, Moisés, Lucas Lima e Willian, também despertaram interesses de clubes do exterior, mas o clube resolveu segurá-los.

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