Grêmio quer que italianos abram mão de indenização por Antonini

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

  • Enrico Locci/Getty Images

    Matias Antonini (centro) está livre, mas Cagliari tem direito a indenização por formação

    Matias Antonini (centro) está livre, mas Cagliari tem direito a indenização por formação

O Grêmio aguarda uma resposta dos clubes anteriores de Matias Antonini para definir se contrata ou não o jogador. Mesmo livre no mercado, o volante que também atua como zagueiro exige investimento. O valor a ser pago diz respeito à indenização ao clube formador. Por isso, houve uma consulta a três times italianos sobre recusa da norma.

Na lista entram Meda FC, Inter de Milão e Cagliari. As cifras chegam perto de R$ 1 milhão e somente com a recusa dos valores o Grêmio topa negócio.

Aos 20 anos, Antonini é natural de Porto Alegre e estava na Itália desde 2013. Como ele ainda não assinou nenhum contrato profissional, o ressarcimento precisa ser feito a todos os clubes que participaram do período de formação.

O maior valor ficaria com a Internazionale, clube onde Antonini ficou mais tempo. O Cagliari tem direito a cerca de R$ 400 mil.

A indenização ao clube formador é diferente do mecanismo de solidariedade. No primeiro, a equipe é ressarcida pelo investimento feito durante a formação do jogador. O dispositivo é válido para toda e qualquer transferência, mesmo sem custo, que ocorra até os 23 anos. Ele consta nas regras da Fifa e usa regras para definição do valor. Considera os gastos anuais de manutenção do atleta nos times inferiores do clube formador.

A norma aparece no regulamento de transferências da Fifa com o nome de 'compensação por treinamento'. O artigo 20 versa justamente sobre as condições e indica que o cálculo do valor deve considerar a categoria do clube em questão. A categoria do clube é definida pela federação local e varia entre 1 e 4.

O mecanismo de solidariedade, por outro lado, é um item mais comum nas transferências e prevê 5% do valor total de uma operação internacional aos clubes que participaram da formação do jogador. Ele consta no regulamento de transferências da Fifa no artigo 21 e usa como régua a faixa entre 12 e 23 anos para definir o percentual a ser pago pelo clube que vendeu os direitos econômicos do atleta. Como Antonini está sem vínculo atualmente, o Grêmio não precisará arcar com qualquer tipo de custo neste expediente.

O Tricolor já comunicou ao estafe de Matias Antonini que só finaliza a operação se não for onerado pela indenização ao clube formador. Os representantes do jogador agora negociam com o Cagliari a obtenção de um termo formal onde o clube italiano abra mão das cifras.

Antonini está em Porto Alegre depois de encerrar contrato na Itália e, se confirmado como reforço do Grêmio, passará a treinar com o chamado time de transição. A equipe é tratada como grupo de apoio ao elenco principal, treinado por Renato Gaúcho, tanto no dia a dia como ao longo dos jogos da temporada.

Com passagem pela base do próprio Grêmio, Matias Antonini é elogiado pela técnica e imposição. Aos olhos da diretoria, ele pode ser reforço duplo para as funções de zagueiro e volante. A busca por um quinto defensor é um tema antigo na Arena, mas esbarra justamente nas opções do mercado e no valor a ser investido.

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