Gabigol diz que ainda quer triunfar na Inter e ri de comparação com CR7

Do UOL, em Santos (SP)

  • RODOLFO BUHRER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Gabigol é o artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro com 12 gols

    Gabigol é o artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro com 12 gols

Gabigol: cinco gols pelo Santos nos últimos três jogos. Cristiano Ronaldo: nenhum gol nos últimos três jogos e ainda zerado pela Juventus. A comparação virou meme, ganhou as redes sociais e, obviamente, chegou ao atacante santista, que levou tudo na brincadeira.

"O pessoal brinca muito na internet, marca os nossos perfis para que possamos ver, mas levo tudo isso na brincadeira. Procuro me dedicar ao máximo aqui no Santos, pois sei do meu potencial e sabia que poderia ajudar e render muito com essa camisa. Não é só o Gabigol, mas toda uma equipe, um grupo trabalhando na mesma sintonia. Procuro ajudar o time, fazer meus gols, com isso as vitórias vão aparecendo", disse Gabigol.

Em entrevista ao jornal "La Gazzetta dello Sport", da Itália, Gabriel Barbosa falou ainda sobre a ótima fase que vive no Santos e disse que ainda pretende ganhar muitos títulos com a camisa da Inter de Milão, clube com o qual tem contrato até 2021. Com a camisa dos italianos, Gabigol fez dez jogos e apenas um gol.

"Cheguei na Itália depois do título olímpico, com uma expectativa grande de me desenvolver ainda mais não só como atleta, mas como pessoa. Busquei trabalhar forte, me adaptar ao país, à cidade, aos meus novos companheiros. Tenho a consciência de que dedicação e trabalho duro não faltaram, mas as coisas acabaram não saindo da maneira como imaginei. Mas não posso e nem vou baixar a cabeça por conta disso, pois sou jovem, sei onde posso melhorar, evoluir e acrescentar na minha carreira", disse o atacante, que diz não se arrepender de sua ida à Inter.

Em entrevista ao veículo italiano, Gabigol disse que, se pudesse voltar no tempo, tomaria a mesma decisão: a de acertar com o clube italiano há dois anos.

"Iria sim. A Inter é uma grande equipe não só da Itália como também do mundo. Campeã da Champions, uma tradição enorme na Itália. Muitos brasileiros triunfaram lá, e tudo isso me motivou a escolher a Inter, mesmo com outras propostas. Desde o primeiro minuto na Inter, o torcedor me apoiou bastante, mostrou um carinho enorme por mim, e isso a gente não esquece nunca. Agradeço pelas inúmeras mensagens de carinho que já recebi e ainda recebo pelas redes sociais, estou sempre acompanhando", acrescentou.

Inter de Milão/Divulgação

Leia a entrevista completa:

1 - Ser artilheiro do Brasileirão, apesar de o Santos não estar ainda na parte de cima da tabela, significa o que para você?

Eu procuro sempre ajudar o time a vencer os jogos, independentemente de quem faça os gols. Meu primeiro pensamento é esse, mas claro que fico feliz em poder ajudar com gols, o atacante precisa disso. A artilharia do Brasileiro é algo que vem em minha mente sim, é um prêmio que todos atacantes procuram, mas como disse meu pensamento inicial é de sempre ajudar no coletivo, de ser útil ao time.

2 - Vendo você jogar, parece que você assumiu um papel de liderança dentro do grupo do Santos. Como se sente em relação aos colegas mais jovens? Quais os estímulos que você passa para eles?

É algo natural, que acaba surgindo no dia a dia. O Santos tem o histórico de sempre utilizar muitos jovens na equipe principal, e eu também já passei por isso lá em 2013, quando fui promovido. Procuro passar um pouco da experiência que já vivi no futebol, e ter usado a faixa de capitão do Santos foi algo único, representou muito em minha vida.

3 - Qual é o seu maior sonho na carreira?

Tenho muito sonhos ainda na minha carreira. Tenho apenas 22 anos e muita coisa para almejar e conquistar. Quero ajudar o Santos a crescer mais e mais no Brasileiro e, claro que, com tudo que estou vivendo, as coisas vão acontecendo naturalmente. Já atuei pela Seleção não só na Olimpíada, e sei o quanto é importante representar o nosso país. Sem dúvida é uma meta que eu tenho também.

4 - Fazer um hat-trick, faze-lo fora de casa e em um estádio mítico como o Maracanã: qual a sensação depois esse feito?

Foi algo mágico e marcante na minha carreira. Já tinha sido campeão olímpico no Maracanã, que também é algo que ficará para sempre na história. E fazer três gols lá é algo indescritível. Um estádio com toda representatividade para o futebol brasileiro. Certamente foi uma grande atuação, não só minha, mas como de todos.

5 - Na internet viralizou um meme com a foto sua do lado da do CR7: com essa frase: nos últimos 3 jogos, Gabigol 5 gols, CR7 zero. Você chegou a ver?

O pessoal brinca muito na internet, marca os nossos perfis para que possamos ver, mas levo tudo isso na brincadeira. Procuro me dedicar ao máximo aqui no Santos, pois sei do meu potencial e sabia que poderia ajudar e render muito com essa camisa. Não é só o Gabigol, mas toda uma equipe, um grupo trabalhando na mesma sintonia. Procuro ajudar o time, fazer meus gols, com isso as vitórias vão aparecendo...

6 - Quais as maiores dificuldades você encontrou na Itália?

Cheguei na Itália depois do título olímpico, com uma expectativa grande de me desenvolver ainda mais não só como atleta, mas como pessoa. Busquei trabalhar forte, me adaptar ao país, à cidade, aos meus novos companheiros. Tenho a consciência de que dedicação e trabalho duro não faltaram, mas as coisas acabaram não saindo da maneira como imaginei. Mas não posso e nem vou baixar a cabeça por conta disso, pois sou jovem, sei onde posso melhorar, evoluir e acrescentar na minha carreira.

7 - Se pudesse voltar no tempo, você iria novamente na Inter?

Iria sim. A Inter é uma grande equipe não só da Itália como também do Mundo. Campeã da Champions, uma tradição enorme na Itália. Muitos brasileiros triunfaram lá e tudo isso me motivou a escolher a Inter, mesmo com outras propostas. Desde o primeiro minuto na Inter, o torcedor me apoiou bastante, mostrou um carinho enorme por mim e isso a gente não esquece nunca. Agradeço pelas inúmeras mensagens de carinho que já recebi e ainda recebo pelas redes sociais, estou sempre acompanhando.

8 - Qual sua situação no clube? Qual o acordo que vocês têm para o futuro?

Tenho contrato com a Inter e meu empréstimo com o Santos vai até o fim desta temporada. Como disse, meu foco está totalmente no Santos. Penso primeiramente em dar meu melhor aqui, ajudar ao máximo enquanto estiver defendendo essa camisa que tanto me acolheu e representa na minha vida. No fim do ano, aí pensamos no futuro. Estou sempre acompanhando os jogos da Inter pela TV e, mesmo de longe, na torcida. Sei da importância que é para o clube estar novamente na Champions, na briga pelo Italiano. Tenho contrato até 2021 e tenho objetivos, como conquistar títulos pela Inter.

9 - Se apresentou a possibilidade de ficar na Itália, talvez emprestado?

Aconteceram algumas sondagens, nos procuraram, mas eu tinha na minha mente voltar ao Santos, pois é um clube que tenho um carinho imenso e saberia que aqui eu teria todo respaldo e suporte necessário para voltar a ter uma sequência de jogos, mostrar meu potencial novamente e desenvolver todo o meu futebol. O Santos foi a escolha certa. Estou muito feliz com tudo que vem acontecendo comigo este ano.

10 - O que você pensa do Spalletti? Vocês conversaram no ano passado antes de você voltar para o Brasil?

É um grande treinador, muito experiente. A Inter montou um plantel muito bom para a temporada, terá a Champions também para disputar, e isso é muito importante para o clube, também como instituição e potência. Falei com ele quando estava na Itália, mas foi uma conversa rápida, falamos sobre treinos.

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