Quarteto que bateu o Palmeiras se refaz e muda estilo no ataque do Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Pedro Vale/AGIF

    Thiago Neves e Robinho ganharam as companhias de Arrascaeta e Barcos ou Raniel

    Thiago Neves e Robinho ganharam as companhias de Arrascaeta e Barcos ou Raniel

Um ano após eliminar o Palmeiras nas quartas de final da Copa do Brasil, o Cruzeiro terá o esqueleto do time mantido, mas um ataque modificado por Mano Menezes. Com o setor formado hoje por Thiago Neves, Robinho, Arrascaeta e Raniel, o treinador abriu mão de Alisson, que foi para o Grêmio, e de Sóbis, hoje reserva. Além de voltar a jogar com uma referência dentro da área, seja ela Raniel ou Barcos, o treinador transformou Arrascaeta, antes reserva, em um jogador mais tático, e provou que o uruguaio pode jogar com Thiago Neves sem fazer com que o time fique mais frágil defensivamente.

Hoje principal peça do Cruzeiro, Arrascaeta passou a maior parte da temporada passada na reserva. Embora o meia tenha sido muito utilizado saindo do banco, a ideia que se tinha é que ele não poderia jogar ao lado de Thiago Neves, já que a preferência dos dois era de atuar pelo meio. Pelo lado esquerdo, onde joga atualmente, o uruguaio constrói jogadas, marca e recompõe. Em jogos do Cruzeiro, já não é raro vê-lo dando carrinho no campo defensivo para recuperar a bola, algo não tão frequente em 2017. Para esta função, Mano Menezes utilizava Alisson, jogador que ele mesmo autorizou ceder ao Grêmio para trazer o lateral direito Edílson. Apesar de contribuir na hora de marcar, Alisson não apresenta o mesmo potencial de decisão do uruguaio, que chegou a ofuscar Thiago Neves, principal nome da equipe, em vários momentos desta temporada.

Outra mudança ocorreu no comando do ataque. Frequentemente questionado sobre a utilização de Ramón Ábila, Mano Menezes bancou Rafael Sóbis e foi com o jogador até o fim. O estilo do atacante fazia com que a equipe deixasse de ter uma referência dentro da área, e o time explorava jogadas de muita movimentação com elementos surpresa para marcar os gols. Hoje é diferente. Raniel e Barcos têm características de sair para participar da construção das jogadas, mas os companheiros acabam por buscá-los sempre perto do gol.

"A gente era mais dinâmico na frente. Como não tinha uma referência, a gente sempre trocava (as posições), movimentávamos muito, jogava por dentro. Esse ano o Mano já até cobrou, estamos usando muito os lados, cruzando muito a bola só porque agora a gente tem um homem de referência. Mas temos qualidade para jogar por dentro, temos o Barcos, um jogador que faz bem o pivô, precisamos usar mais isso, não só cruzar bola na área", comentou Thiago Neves.

Thiago foi um que permaneceu no quarteto. Peça central no meio-campo, ele segue como principal armador da equipe. Quem teve sua vaga ameaçada no setor foi Robinho. Com a chegada de Bruno Silva, o setor direito começou o ano indefinido, mas Robinho voltou bem e afastou a concorrência, além de ter superado as lesões de 2017.

No sistema defensivo, o Cruzeiro também conta com algumas mudanças em relação ao time campeão da Copa do Brasil. Como já mencionado, Edílson chegou para a lateral direita, e o também contratado Egídio herdou a vaga de Diogo Barbosa, hoje no Palmeiras. Na zaga, Dedé voltou com tudo após sucessivas lesões e desbancou o jovem Murilo na companhia de Léo. No meio, Henrique segue como capitão, mas agora tem Lucas Silva ao seu lado, enquanto Ariel Cabral virou suplente.

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