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Técnico explica ausência de CR7 da seleção e o defende em caso de estupro

Frank Augstein/AP
Imagem: Frank Augstein/AP

Do UOL, em São Paulo

2018-10-04T09:41:30

04/10/2018 09h41

O técnico Fernando Santos anunciou os convocados da seleção de Portugal para os jogos contra Polônia e Escócia sem Cristiano Ronaldo. O atacante, que já havia ficado fora da última chamada, entrou em acordo com a Federação Portuguesa para não integrar a lista e seguir seu processo de adaptação na Juventus.

Durante entrevista coletiva, Santos negou que a ausência pudesse indicar uma aposentadoria de Cristiano Ronaldo da seleção portuguesa. "Ele já deixou claro várias vezes sobre sua inteira disponibilidade para a seleção e não prevejo que mude de ideia", afirmou.

Enquanto se adapta à Juventus, Cristiano Ronaldo convive com uma acusação de que teria estuprado a norte-americana Kathryn Mayorga em 2009. A acusação foi revelada pela revista alemã "Der Spiegel" no ano passado. Na última semana, a publicação trouxe uma nova entrevista com a norte-americana, que revelava seu nome e dava detalhes de como o crime teria acontecido.

Cristiano Ronaldo nega veementemente as acusações. Pelas redes sociais, o português disse que não alimentaria um "espetáculo midiático montado".

"Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo mediático montado por quem quer se promover à minha custa", escreveu o português.

A fala de Cristiano Ronaldo foi corroborada por Fernando Santos. O técnico da seleção de Portugal defendeu seu jogador e disse acreditar que ele seja inocente.

"Acredito naquilo que o jogador publicou, em que considera o ato de estupro abjeto e reafirma que é inocente daquilo que é acusado. Conheço bem Ronaldo e acredito plenamente naquilo que ele diz. Ele não cometeria o crime do qual é acusado. Não acredito nisso".

Quem também defendeu Cristiano Ronaldo foi Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O dirigente prestou solidariedade ao jogador e disse ser "testemunha do seu bom caráter".

"Em meu nome e da Federação Portuguesa de Futebol, expresso total solidariedade ao Cristiano Ronaldo, em uma altura em que seu bom nome e reputação estão sendo colocados em dúvida. Acredito nas palavras que ele publicou ontem (quarta-feira) não só porque defendo a presunção de inocência como princípio fundamental de um estado de direito, mas também porque conheço o Ronaldo há muitos anos e sou testemunha do seu bom caráter".

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