Kajuru quer se reunir com Leila para criar comissão do Esporte no Senado

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

  • Alberto Maia/Divulgação

    Jorge Kajuru foi eleito senador por Goiás nas eleições de 2018

    Jorge Kajuru foi eleito senador por Goiás nas eleições de 2018

Jorge Kajuru foi eleito senador por Goiás com 1.557.415 votos. O jornalista que construiu boa parte da sua carreira no esporte pretende dar atenção especial à área e já planeja se reunir com lideranças ligadas ao tema, como a ex-jogadora de vôlei Leila, também eleita ao Senado, pelo Distrito Federal. A ideia é criar uma comissão parlamentar para discutir formas de fomentar a prática e leis de incentivo.

"É uma grande preocupação. Eu já vou marcar uma reunião com a Leila do Vôlei, tenho muito respeito por ela. Quero montar um time de pessoas que saibam discutir o esporte. Vou conversar com o Zico, que é meu amigo e já foi Ministro do Esporte. A ideia é montar uma frente esportiva em Brasília de voluntários e parlamentares eleitos pelo esporte para se dedicar a essa prioridade. Seria uma comissão parlamentar formada por voluntários. Aquilo que o Lula prometeu e não cumpriu, eu vou fazer. É uma questão de honra minha", conta.

Kajuru também promete fazer algo em benefício dos clubes de futebol. "A ideia é apresentar projetos para que clubes de futebol tenham direitos legais, não a corrupção de Lotomania, não o privilégio de não pagar imposto. Que os times de futebol tenham benefícios legais".

O senador eleito lamenta ainda a forma como o esporte foi sendo deixado de lado no país, o que ficou evidente com o fim dos grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Poucos candidatos à presidência da República apresentaram pautas ligadas à prática em seus planos de governo. Até a extinção do Ministério do Esporte é cogitada.

Kajuru não tem apenas o esporte como bandeira. Uma de suas prioridades é a defesa do parlamentarismo, que ele vê como única solução para mudar o que chama de 'sistema falido' do Brasil atual. Outro mote de campanha é apresentar um projeto para taxar as grandes fortunas do país.

"Vou criar o Imposto das Fortunas. Nunca ninguém mexeu na ferida. Tem que fazer com que bilionário pague imposto. Só pobre que paga imposto nesse Brasil. O milionário vai ter que pagar imposto. E vamos destinar o dinheiro do imposto das fortunas para educação. Vamos qualificar melhor nossos educadores, investir nas escolas públicas e universidades".

Outra bandeira largamente defendida por Kajuru é a diminuição de benefícios dos parlamentares, em especial dos senadores. Kajuru diz que vai abrir mão de 50% do salário (que será de R$ 38 mil) e de todos os benefícios. Pretende usar a verba de gabinete para destinar a instituições que realmente precisem. E vai apresentar um projeto para que todos os senadores aceitem abrir mão de 50% do que custam aos cofres públicos.

"Cada senador custa R$ 3 milhões por ano, com direito a tudo. São R$ 10 mil reais só para gastar com correio. Nós vivemos no mundo da internet, vivemos no mundo digital. Vai gastar dinheiro com carta assim aonde? Será que tem amante? O que é isso? Eu vou pegar esses R$ 10 mil reais, porque não vou devolver para o erário, não vou devolver para a vala de corrupção. Vou pegar o dinheiro e investir em escola, ajudar escola pública, centro diabético, instituições sérias de crianças até idoso".

"Não vou aceitar verba de gabinete de R$ 60 mil por mês. Que vou fazer com R$ 60 mil de verba de gabinete? Você acha que vou morar em mansão de senador? Claro que não. Vou morar por conta própria num flat. A minha vida é simples. Cada senador tem seis empregados, tem cabimento um negócio desse? Eu fui perguntar para a filha do Silvio Santos. O Silvio Santos tem quatro empregados, por que senador tem seis?".

Kajuru ainda comemora o fato de vencer o seu adversário político e inimigo mortal, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo. O político acabou a eleição na quinta colocação na disputa pelo Senado. "Eu voltei para Goiás 15 anos depois justamente para derrotá-lo. Ele me tirou da televisão, me demitiu da TV. Agora vou para o campo dele, disputar de forma decente, vou tirar ele da política como ele me tirou da TV. Tirei da política depois de 23 anos mandando na política em Goiás".

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