Do Brasil à Arábia, Thiago Neves mostrou que tem estrela em outras finais

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

  • Vinnicius Silva/Cruzeiro

    Decisão é com ele mesmo. Thiago Neves fez a diferença em mais uma final de campeonato

    Decisão é com ele mesmo. Thiago Neves fez a diferença em mais uma final de campeonato

Autor do gol da vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians na primeira partida da final da Copa do Brasil, Thiago Neves brincou sobre o seu protagonismo e disse ter um pouco de sorte nos momentos mais importantes. Mas o histórico do jogador, desde antes de sua chegada à Raposa, mostra que sua estrela não é só obra do acaso. A decisão não foi a primeira em que o jogador fez a diferença.

Antes de vestir a camisa celeste, Thiago Neves passou pelo Al-Jazira-EAU e pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita. Neste último, levantou três taças. Em 2015, converteu um dos pênaltis que garantiu a Copa do Rei. Cinco anos antes, foi dele o gol da virada que deu o título ao Al-Hilal da Copa do Vice-Rei. Ele também ganharia o Campeonato Saudita daquele ano, competição jogada no sistema de pontos corridos.

No Brasil, Thiago Neves também não se escondeu. Em 2011, converteu um dos pênaltis que deu a Taça Rio ao Flamengo. Antes disso, ainda pelo Fluminense, deu o passe para Adriano Magrão empatar contra o Figueirense e evitar a derrota no primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 2007. Na decisão da Taça Guanabara de 2012, deu a assistência para Fred, hoje seu companheiro de Cruzeiro, balançar as redes contra o Vasco, quando jogava no Fluminense. Na final do Carioca daquele ano, a dobradinha funcionaria mais uma vez, agora com Thiago escorando para Fred marcar de bicicleta. No mesmo jogo, o meia ainda deu assistência para Rafael Sóbis, hoje também na Raposa, deixar o seu.

Jogando com a amarelinha, não foi diferente. Apesar de não figurar na seleção com tanta frequência, o jogador já teve papel importante no Superclássico das Américas de 2012. Convocado por Mano Menezes, hoje seu técnico no Cruzeiro, Thiago Neves converteu um dos pênaltis na Bombonera e ajudou o Brasil a bater a Argentina.

Pelo Cruzeiro, Thiago também já foi importante em outras decisões. Neste ano, foi dele a assistência para Arrascaeta marcar o gol de honra na primeira partida da final do Campeonato Mineiro contra o Atlético. Apesar da derrota por 3 a 1, o resultado tornou o título acessível no jogo da volta. No Mineirão, o meia marcou o segundo gol da Raposa, garantindo o título. No ano passado, o jogador foi o responsável por converter o último pênalti contra o Flamengo, na final da Copa do Brasil. Ao vencer Muralha nas cobranças, só precisou correr para o abraço para comemorar o pentacampeonato.

Artilheiro do time na temporada, Thiago Neves fez contra o Corinthians seu 13º gol no ano em momento oportuno. Nas últimas dez partidas, o meia não havia balançado as redes, mas o fim do jejum valeu a vantagem celeste para o jogo da volta e tem peso importantíssimo na decisão. Se a Raposa não sair derrotada de Itaquera, a cabeçada do jogador poderá gerar R$ 50 milhões, premiação dada ao campeão da Copa do Brasil, ao clube.

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