Ceni vê "grande diferença" no São Paulo atual e defende trabalho de 2017

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/TV Globo

    Rogério Ceni durante entrevista para Muricy Ramalho

    Rogério Ceni durante entrevista para Muricy Ramalho

Atual líder da Série B do Campeonato Brasileiro com o Fortaleza, o técnico Rogério Ceni traçou diferenças entre o atual time do São Paulo e o que montou no começo de 2017, quando comandou a equipe. Em entrevista ao comentarista Muricy Ramalho na "TV Globo", o treinador disse que o investimento para esta temporada foi maior e que, em seu período, o clube teve lucro com a venda de jogadores.

"A gente nunca é injustiçado, não pode ficar se lamentando. Foi uma grande oportunidade. Vendemos R$ 180 milhões em jogadores. Na Florida Cup (em janeiro de 2017), tínhamos 12 formados em Cotia , quase 50% do elenco", disse.

"O São Paulo vem trazendo jogadores, revelando. No ano passado, montamos com menos de um R$ 1 milhão. E esse ano mais de R$ 50 milhões. Tem uma grande diferença, mas de alguma forma demos lucro. Mas lógico que gostaria de ter ficado mais tempo, completado o ano", completou.

Nos valores citados, Rogério Ceni não considerou a chegada do atacante Lucas Pratto, em fevereiro de 2017. O clube pagou na época cerca de 6 milhões de euros por 50% dos direitos do jogador.

Neste ano, os principais investimentos foram feitos em Diego Souza (R$ 10 milhões), Everton (R$ 15 milhões), Tréllez (R$ 6 milhões), Gonzalo Carneiro (R$ 2,6 milhões), Bruno Peres (cerca de R$ 6,5 milhões) e Everton Felipe (pagamento de R$ 3 milhões), o que totaliza um valor de R$ 43,1 milhões, próximo aos R$ 50 milhões citados pelo ex-goleiro.

Com uma campanha irregular, Rogério Ceni foi demitido do São Paulo em julho de 2017. Atualmente o São Paulo é dirigido por Diego Aguirre e está na quarta colocação do Brasileirão.

Sobre uma possível volta ao São Paulo no futuro, o treinador não fecha as portas. "Quem sabe um dia apareça a oportunidade. Se eu for merecedor, se tiver alguém no futuro lá dentro e eu no momento ok, não tem porque não acontecer", disse.

O bom trabalho no Fortaleza, segundo ele, aumentou a sua segurança como treinador. "Me sinto mais seguro para trabalhar. O que mais da segurança é o prazo, são 9 meses de trabalho. Você sabe até o semblante dos jogadores", disse.

Focado na campanha do Fortaleza, Rogério Ceni sabe que será alvo do mercado ao final do ano. Mas só quer pensar no futuro quando cumprir a meta de classificar o clube cearense para a Série A.

"Depois de eu entregar o que me comprometi aqui no Fortaleza, que é se manter entre os primeiros e dar a arrancada para a vaga na Série A.... Depois eu vou pensar e ver o que fazer", disse, sem descartar uma permanência no clube.

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