Tite não descarta volta de Fernandinho e vê Copa América como obrigação

Do UOL, em São Paulo

  • Pedro Martins/MoWA Press

    Seleção brasileira já teve quatro desafios desde a Copa do Mundo e venceu todos eles

    Seleção brasileira já teve quatro desafios desde a Copa do Mundo e venceu todos eles

"Tem que ganhar." Quase quatro meses após o fim da Copa do Mundo, o técnico Tite já trabalha com foco no próximo grande desafio da seleção brasileira, que é a Copa América de 2019, disputada dentro do próprio país. Em entrevista ao programa "Redação SporTV" nesta sexta-feira, o comandante tratou o título continental como obrigação para a próxima temporada, inclusive em razão do desempenho abaixo do esperado no Mundial - o Brasil caiu nas quartas de final para a Bélgica, derrotada por 2 a 1.

"A seleção brasileira ela te exige, não sou puritano para saber que preciso de desempenho e resultado. O bom desempenho aumenta a possibilidade de vencer. Se tivéssemos chegado na semifinal estaria dentro da expectativa, porque vejo Bélgica, França, Brasil e Croácia como as melhores seleções para mim. Mas o desempenho ficou abaixo da expectativa também, como o resultado", afirmou Tite, logo após responder dizendo que "tem que ganhar" a Copa América.

A seleção brasileira disputou quatro amistosos após o fim da Copa do Mundo e venceu quatro vezes, diante de Estados Unidos (2 a 0), El Salvador (5 a 0), Arábia Saudita (2 a 0) e Argentina (1 a 0). Os próximos jogos já estão marcados para os dias 16 e 20 de novembro, contra Uruguai e Camarões. Na convocação realizada no último dia 26 uma das novidades foi o volante Paulinho, do Guangzhou  Evergrande, pela primeira vez após a Copa. Nas próximas listas, Tite pretende dar espaço a outro nome criticado na Rússia: Fernandinho.

"Ele enquanto liderança é extraordinário. Não vou deixar que um lance atrapalhe tudo. Não sou bonzinho, ele é um atleta de alto nível, joga muito", disse Tite a respeito do volante do Manchester City. 

Na Copa do Mundo, Fernandinho se tornou um dos alvos em razão do mau desempenho na eliminação, contra a Bélgica: no primeiro gol, o volante subiu sozinho, apenas com Gabriel Jesus à frente. De cabeça baixa, ele viu a bola bater no seu braço e ir contra o próprio gol. Dali para frente, não acertou quase nada e, no segundo gol, deixou Lukaku avançar em arrancada pelo meio e praticamente estendeu um "tapete vermelho" para o belga.

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