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Caso Daniel: Após depoimento de 6 horas, 3 suspeitos podem ser presos

Vitor Silva/SSPress
Imagem: Vitor Silva/SSPress

Adriano Wilkson e Bruno Abdala

Do UOL, em São Paulo e São José dos Pinhais (PR)

2018-11-07T19:14:07

07/11/2018 19h14

O principal suspeito do assassinato do jogador Daniel prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (07), em São José dos Pinhais (PR). Edison Brittes Junior, o Juninho, foi ouvido pelo delegado Amadeu Trevisan, responsável pela investigação. Depois do depoimento, que durou cerca de seis horas, a polícia saiu para prender outros três suspeitos de envolvimento no assassinato do jogador Daniel Corrêa.

Trata-se de Igor King, de 19 anos, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, 19, e David Willian Villeroy da Silva, 18. De acordo com a investigação, eles estariam no carro utilizado por Edison para levar Daniel até a zona rural de São José dos Pinhais. Os três tiveram a prisão temporária decretada nesta quarta-feira. Um deles, Eduardo Henrique, foi detido em Foz do Iguaçu, no Paraná, de acordo com Claudio Dalledone Júnior, advogado da família Brittes. 

A defesa dos três novos suspeitos já havia mostrado o interesse de apresentar à polícia seus clientes, que aguardavam uma data para seus depoimentos.

O UOL Esporte apurou que os policiais foram à casa de David para cumprir a ordem de prisão. David e Igor são amigos de escola de Allana. Eduardo é namorado de uma prima de Cristiana.

Se as prisões forem confirmadas, serão seis os suspeitos pela morte de Daniel presos, já que Juninho, Cristiana e Allana já se encontram atrás das grades desde a semana passada.

Juninho reafirma que Daniel quis estuprar sua esposa

O depoimento de Juninho, que teve início às 10h na 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, foi interrompido para o almoço ao meio dia e retomado às 14h30. Os trabalhos foram finalizados por volta das 18h.

Mesmo com a negativa de tentativa de estupro por parte da Polícia Civil, Juninho reforçou em depoimento que “flagrou o indivíduo [Daniel] na cama dele, em cima da mulher dele e roçando o pênis nela. Ele ouviu o pedido de socorro porque chegou próximo ao local”, disse Claudio Dalledone, advogado do suspeito.

Ontem, Cristiana Brittes, esposa de Juninho, foi ouvida pelo delegado e reforçou a versão de que havia sofrido uma tentativa de estupro por parte do jogador, porém a história contada por Cristiana foi desmentida pelo delegado em entrevista coletiva. Segundo Trevisan, Daniel apenas teria se deitado ao lado da mulher para tirar uma foto, posteriormente enviada para amigos através do WhatsApp. A versão da tentativa de estupro também foi rechaçada pela promotoria.

Além disso, Dalledone disse que Juninho afirmou não ter coagido testemunhas para mudar a versão dos fatos “Ele contou ao delegado que não coagiu ninguém, que não arrombou a porta do quarto e que quem quebrou o celular de Daniel foi um dos meninos. Foram 6 horas de depoimento contando a verdade”, afirmou.

A versão de que Daniel teria sido morto no local em que o corpo foi encontrado (próximo de uma estrada de chão na zona rural de São José dos Pinhais) e não na residência do suspeito, foi reforçada pela acusação “Esse rapaz esguichou sangue por todo o local, o que é um indicativo de que ele chegou lá vivo, pois é o coração bombeando que faz o sangue se espalhar”, disse João Milton Salles, promotor de Justiça que acompanha o caso.

Na quinta-feira (8), os outros três suspeitos de participarem do crime também serão ouvidos. 

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