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Daniel citou "coroa dormindo" e ausência de marido em áudio enviado a amigo

Do UOL, em São Paulo

2018-11-11T23:42:08

11/11/2018 23h42

Pela primeira vez desde o assassinato de Daniel Corrêa, veio a público neste domingo (11) um áudio gravado pelo jogador na manhã de sua morte, no dia 27 de outubro, em São José dos Pinhais (PR). Na conversa com um amigo, o atleta falou sobre a festa na casa da família Brittes, onde foi espancado antes de morrer. A gravação foi exibida pelo "Fantástico" e obtida pelo UOL Esporte.

"Moleque, eu juro para você que eu não tô [sic] muito bêbado. É que a situação é desesperadora. Eu não sei como é a casa que vim parar aqui, mas parece que a casa tem uma coroa dormindo, outra casa tem uma novinha dormindo, o namorado da novinha eu não sei onde está, o marido da coroa eu não sei onde está... Moleque, eu não sei o que faço", disse, em tom de riso, a um amigo não identificado.

No depoimento do caso, consta a informação de que Daniel participava de um grupo de WhatsApp no qual ele e amigos compartilhavam fotos de mulheres com quem tinham relações sexuais. Na manhã em que foi morto, ele enviou fotos ao lado da mulher de Edison Brittes, Cristiana, que parecia estar dormindo.

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Conhecido como Juninho Riqueza, Edison admitiu ter assassinado o jogador, mas alega ter cometido o crime para proteger Cristiana, que teria sofrido tentativa de estupro de Daniel. O promotor João Milton Salles, no entanto, trata a possibilidade como "humanamente impossível".

"Algo que Curitiba nunca tinha visto, o Paraná e o Brasil nunca tinham visto. Algo tão brutal! Houve uma brincadeira infeliz de um jovem que estava completamente embriagado, mas um jovem sem maldade que se deparou com uma pessoa extremamente brutal e insensível", disse Nilton Ribeiro, advogado da família de Daniel, ao "Fantástico", da TV Globo.

Cláudio Dalledone, advogado da família Brittes, reforçou a acusação durante o programa. "O que ele diz que era uma brincadeira, a lei trata como ilícito penal, um crime contra a liberdade sexual de uma mulher", afirmou. 

Imagens de encontro de Juninho com testemunhas vêm à tona

Rede Globo/Reprodução
Imagem: Rede Globo/Reprodução

Vieram a público as imagens da reunião entre Juninho Riqueza, Cristiana, a filha Allana e outros três homens em 29 de outubro, dois dias depois do crime, na praça de alimentação em um shopping no Paraná. A ideia do encontro, segundo a investigação, era combinar a versão que os seis dariam à polícia sobre o caso.

Em determinado momento, Edison encarou a câmera de segurança que o filmava, mas não esboçou qualquer reação fora do normal. Ele recebeu um dos rapazes com um beijo no rosto. Cristiana e Allana aproveitaram a conversa para almoçar, e a reunião pareceu terminar em tom positivo, já que Juninho Riqueza se levantou sorrindo.

"Nesse shopping, o Edison compõe uma história para as testemunhas. Eles deveriam fechar que o Daniel teria saído de casa pelo portão e não teria voltado. Se esse elo da história fosse rompido, ele saberia qual das testemunhas rompeu o elo", afirmou o delegado Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, ao programa "Fantástico".

Rede Globo/Reprodução
Imagem: Rede Globo/Reprodução

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