Richarlison lembra problema com frio e chuteira emprestada para teste em MG

Do UOL, em São Paulo

  • Dave Thompson/AP

    Frio na Inglaterra incomodou atacante na chegada: 'eu não podia sentir meus pés'

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A vida do atacante Richarlison tem passado por mudanças nos últimos anos. Em 2016, ele deixou o América-MG para reforçar o Fluminense; dois anos depois, jogando pelo Everton (Inglaterra), é um dos atacantes convocados por Tite para defender a seleção brasileira após a Copa do Mundo de 2018.

Autor do gol da vitória por 1 a 0 no amistoso contra Camarões no dia 20, o atacante comemora o bom momento e a presença na seleção brasileira. Em entrevista à CNN Sport, o brasileiro se lembrou inclusive da notícia da primeira convocação.

“Foi um momento muito feliz para mim. Depois de um treino, eu fui para casa; quando cheguei, recebei um telefone de Tite para me dizer que eu havia sido convocado. Fiquei muito feliz. Não podia acreditar. A ficha só caiu no dia seguinte”, afirmou ele, ainda surpreso com o sucesso.

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“Nunca pensei que eu estaria jogando em uma das maiores ligas do mundo. Agradeço a Deus por me ajudar a chegar até aqui. Ainda tenho um longo caminho pela frente. Sou jovem (21 anos) e ainda posso aprender muito com meus companheiros”, acrescentou.

A saída do Fluminense para o Watford em 2017 representou um baque para Richarlison. Não apenas pela experiência na Inglaterra, onde precisou se adaptar, como também pela atenção ainda maior que passou a receber da imprensa.

“No Brasil, estava 35 graus, e quando eu cheguei aqui, estava -5 graus. Isso dificultou nos dias de jogos, porque eu não podia sentir meus pés, minhas mãos e partes do meu corpo, então esse foi o grande desafio para mim. Eu sempre peço ajuda e algumas dicas, e é sempre bom ter esse tipo de camaradagem”, afirmou.

Já sobre as entrevistas, ele afirmou não se incomodar. “Não me importo muito com entrevistas. Prefiro me concentrar em jogar. Não gosto muito de câmeras de TV. Prefiro jogar com meus companheiros, marcar gols e responder em campo.”

Inspirado pelo pai e pelo tio na infância, Richarlison disse ter aprendido com os dois antes de decidir seguir carreira nos gramados. Na adolescência, foi aprovado em um teste no América-MG, no qual se profissionalizou. Mas a avaliação em Minas Gerais, lembrou ele, foi marcada por uma dificuldade.

“Quando passei por um teste no América-MG, tive que emprestar as chuteiras de um amigo. Lembro que uma era azul e outra era vermelha. Eu estava sem chuteiras, então usei aquelas para o teste. Passei com aquelas chuteiras e fiquei muito feliz. Agradeci ao meu amigo”, conta.

Imitando o penteado de Neymar

É na Europa que Richarlison também ficou mais próximo de seu ídolo: Neymar. Sem esconder a admiração pelo camisa 10 do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira, o atacante do Everton disse que o compatriota demonstrou surpresa ao ser tratado como ídolo.

“Eu conheci o Neymar quando fui para sua casa em Paris. Conversamos um pouco e eu tirei uma foto com ele, porque ele era meu jogador preferido quando eu estava crescendo. Em minhas entrevistas anteriores, eu dizia que cortaria meu cabelo como o dele. Quando eu cheguei à seleção brasileira, disse isso a ele e ele riu. Disse que era ótimo ter um jogador como eu por perto”, contou.

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