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Destoante, Jesus tem de afastar fantasma e suportar maratona para ressurgir

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Caio Carrieri

Colaboração para o UOL, em Manchester (ING)

2018-12-03T04:00:00

03/12/2018 04h00

Enquanto o Manchester City se mantém líder invicto da Premier League, Gabriel Jesus destoa do restante do time e sofre para fazer sombra ao posto de intocável de Sérgio Agüero, titular absoluto no comando de ataque. Diante da maratona de jogos do calendário inglês tradicionalmente recheado entre dezembro e janeiro, o brasileiro não pode repetir o que apresentou no passado se quiser melhorar seu desempenho.

Nesta mesma época, há um ano, ele amargou o maior jejum de gols na carreira ao acumular dez partidas sem balançar as redes antes de lesionar o joelho esquerdo e desencantar três jogos após o retorno. Até 3 de janeiro de 2019, o City terá 9 duelos, e o período cheio fará Guardiola rodar ainda mais o elenco, o que significa mais oportunidades para o reserva do ataque.

No último sábado, Agüero foi poupado por desgaste físico, e Jesus atuou como titular na vitória por 3 a 1 sobre o Bournemouth, no Estádio Etihad. Teve atuação abaixo da média do restante da equipe. Desfalque no empate com o Lyon-FRA no meio de semana, pela Liga dos Campeões, por conta de um incômodo no adutor, o brasileiro não demonstrou limitações físicas no retorno ao time. Movimentou-se bem, mas a performance não convenceu Guardiola a deixá-lo em campo os 90 minutos.

O técnico catalão sacou Gabriel, o único centroavante à disposição, no momento que o placar apontava 2 a 1 para o City, e os líderes precisavam de um gol para sacramentar o triunfo. O treinador, então, preteriu o ex-palmeirense, lançou o meia David Silva e optou por improvisar o ponta Raheem Sterling como falso 9. Dois minutos depois, Gündogan marcou o terceiro.

"Tenho treinado muito forte, talvez seja um dos motivos que eu tenha sentido o adutor na semana passada, o que infelizmente me deixou fora do jogo da Liga dos Campeões que eu queria muito jogar. Sempre deixei claro para o Pep que quero ajudar o time independentemente da maneira. Claro que eu gostaria de jogar mais, mas respeito quem está na equipe. Espero aproveitar minhas próximas oportunidades", declarou. "Quero deixar claro que tudo o que aconteceu já é passado para mim: lesão, o título, a Copa. Quero me concentrar no que estou fazendo agora, não no que já passou".

O atacante soma cinco gols em 17 apresentações. Na temporada passada, ele tinha vazado os goleiros adversários o dobro de vezes com o mesmo número de atuações. Guardiola, mais uma vez, saiu em defesa do jogador de 21 anos.

"A dedicação que ele tem...Sempre digo a ele: 'sempre vou te apoiar se você se entregar do jeito que você faz em campo'. Ele nos ajuda muito. É um prazer trabalhar com ele, que é jovem e ainda vai evoluir muito, porque tem essa vontade de melhorar. Ele sempre nos ajuda. Muito".

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